Depoimentos - Paz no Trânsito

Postado em 6 de Fevereiro de 2010 por bedhung

Como seria importante que você que já teve uma experiência ou está próximo de alguém que sofreu com o nosso trânsito enviasse seu relato para que possamos postar aqui no site.

 Nos ajude a conscientizar nosso povo!

Envie seu email para contato@pensecomigo.com 

abraço,

Daniel

CARTA POS-MISSÃO DA NIGÉRIA

Postado em 4 de Fevereiro de 2010 por bedhung

De Diana Udua para o time do Caminho,

Quando homens começam a dominar outros homens, o resultado é a opressão e introdução de suas próprias regras e doutrinas para sustentar a posição de autoridade adquirida sobre os menos informados.

Num período de um pouco mais de 2 semanas, trabalhar com o time do Way to the Nations (Caminho às Nações) foi algo novo. Trouxe um despertar de consciência para o fato de que as crianças podem em breve crescer odiando Jesus que tanto as ama e zela por elas.

Visitar com eles igrejas, crianças estigmatizadas e trabalhar para mudar as crenças na “bruxaria infantil” propagadas por “pastores ignorantes” me deu a oportunidade de explorar a Bíblia por mim mesma e me equipou com respostas a questões relacionadas às crenças de crianças bruxas, introduzindo uma inteira e nova dimensão à minha paixão pelas crianças e pelo nome de Jesus, o qual tem sido tanto “bastardizado”.

A experiência também intensificou meu ódio por doutrinas que de forma alguma estão empregadas para reconstrução do relacionamento entre os homens e Deus através de Jesus. Apesar de eu não estar a procura de nenhum grupo para pertencer, eu sinceramente desejo que Deus possa encher meu coração com paz, misericórdia e amor em abundância para que eu possa então alcançar aqueles para os quais Ele me chamou para alcançar.

Algo que significou muito para mim foi perceber o fato de que as crianças têm anjos que estão constantemente perante a face de Deus. Como poderia então Deus ser tão mal a ponto de permitir que crianças se tornassem bruxos?

 

A obra é realmente grande, a colheita é abundante… mas os trabalhadores são poucos e eu oro a Deus para prover muitos mais com graça para transformar a vida das crianças de uma forma que agradará o Pai da humanidade. Eu tenho que descrever este período como outra oportunidade de aprendizado e como plataforma para intensificar meus esforços no trabalho que faço com e por estas crianças.

Fiz novos amigos, cortando as barreiras de raças, cor de pele, diferenças culturais, crenças pessoais e éticas, mas tudo com uma coisa em comum “compartilhar o amor de Cristo e o desejo de espalhar do mesmo amor para a humanidade”.

Vocês foram exemplo de paz, amor e união durante sua estadia aqui. Não me arrependo de ter investido meu tempo trabalhando com vocês. Eu oro para que a alegria que encheu nossos corações permaneça fresca e que juntos possamos fazer a nossa parte como agentes de transformação. para gerações ainda por vir.

Com amor para Leo, Marcelo, Leo 2, Jojó, Cezar, Willian e Clayton.

Diana Udua, 01/02/2010

Eket – Akwa Ibom State –Nigeria

(Diana trabalha como assistente social para a Stepping Stone Nigeria, ONG do Gary Foxcroft que luta pelos direitos da criança na Nigéria.)

Carta traduzida do original em inglês.

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Postado por Blog do Caminho no Caminho da Graça | blog em 7/07/2007 11:59:00 AM

Pense Comigo V

Postado em 3 de Fevereiro de 2010 por bedhung

Adesivos da Campanha

Postado em 1 de Fevereiro de 2010 por bedhung

O site pensecomigo.com fez uma parceria com o B-trans e Samae para distribuição de adesivos para a campanha Paz no Trânsito.

 Estes adesivos serão distribuídos em todas as residências de Brusque e colocados em todos os lugares para estarem nos lembrando que temos parte para que nosso trânsito melhore.

         frente                                                              verso…

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“NÃO VIM TRAZER PAZ, VIM TRAZER ESPADA”

Postado em 28 de Janeiro de 2010 por bedhung

Amigos, no domingo que antecedeu nossa última cruzada, que ocorreu na segunda dia 18, acordei com uma vontade de serpente… Queria cruzar as linhas inimigas e dizer a eles claramente que a guerra contra a estigmatização infantil estava aberta e declarada e que não adiantava mais eles se fingirem de surdos. Dizer a eles que até agora eles só tinham enfrentado gente que desconhece suas táticas, mas que agora iam ter diante deles o obstáculo de gente que crê em Deus e em Sua Palavra! No meu coração, onde carrego pela Graça de Deus, a simplicidade das pombas, havia ainda a esperança de uma conversa diplomática que abrisse, ao menos, um canal de discussão; considerando que eles NUNCA foram confrontados “espiritualmente” em sua insanidade, afinal de contas, Paulo também tinha orientado Tito a “fazer calar os insubordinados, faladores frívolos e enganadores: eles devem ser repreendidos severamente, para que sejam sadios na fé “.
 
Assim, despertei o Leonardo e o Adailton dizendo: “Vamos, hoje vamos ao culto na Liberty Gospel, de Helen Ukpabio!”
 
Pedimos ao motorista que nos levasse à franquia mais próxima dessa grande denominação. Ele olhou com estranheza para nós, e eu disse a ele: É isso mesmo meu amigo, L-I-B-E-R-T-Y G-O-S-P-E-L! Ok?
 
O Emmanuel, nosso motorista naquela manhã, estava todo engravatado, bonitão… Ele já sabia que iriámos fazer inscursões pelas igrejas para continuar a convidar famílias para a cruzada de despedida no dia seguinte. Ele só não imaginava que iríamos convidar justamente aqueles que tem causado tanto estrago na sociedade cristã daquele país, através de contínuas pregações, livros de Batalha Espiritual, filmes como aquele que apresentamos no Dôssie (End of the Wicked) e muitos exorcismos infantis.
 
A opinião do Emmanuel eu já conhecia pelo que ouvia dos pastores o tempo todo: A Liberty Gospel é formada por gente que fica agressiva, contenciosa… Eles invadem conferências, impedem a ação das ONGs, abrem processos judiciais contra opositores. O povo deles se movimenta como um batalhão. O batalhão da prosperidade, do grito de guerra, do domínio de território mediante o declarar da autoridade do nome de Jesus, e todas essas coisas que já são velhas do lado de cá do Atlântico.
 
Assim que voltamos da visita, derramei meu coração junto ao meu povo em Santos. Às vezes, tenho que falar, colocar para fora, dizer como me sinto…Por telefone ou email. Faço isso escrevendo para o Caio, meu pai na Fé e pai dessa Missão; e outras vezes para o Bregantim, pastor do meu coração. Também me queixo com Rejane, mas pouco… só para receber um carinho… rsrs… Para esses tais, escrevo rápido, sem pensar em nada, falo com a alma mesmo… Dessa vez, escrevi para Santos, o grupo todo. Escrevi sobre nosso encontro com os profetas do infantícidio em nome de Deus. E foi conforme está abaixo. Transcrevo aqui para que não tenha que recontar a mesma história. Gostaria muito que vocês o lessem, pois manifesta muito do espírito dos dias finais dessa primeira viagem da Missão Pequeninos na Nigéria. E esclarece porque voltamos certos de que não deixaremos o campo de batalhas até que a bruxificação infantil tenha sido varrida de lá! (Aos que não creêm, meu lamento e minha gratidão por nos suportar em nossa insensatez).
 
 
Meu povo e gente querida do Litoral Paulista,

Não consigo escrever porque a conexão é ruim, quando tem… e o tempo é curto, quando tem!

Mas preciso lhes dizer sobre a manhã desse domingo: Hoje falamos com o diabo. Dentro do escritório dela, cercado por um monte de homens imensos, ouvimos as maiores heresias que um ouvido cristão podia ouvir.

E para completar, ainda fomos amaldiçoados em nome de Jesus, mandados de volta para nossa área e país porque aqui é território deles! Ela disse que queremos ficar ricos e fazer dinheiro na África, e que, respaldada na Bíblia, ela tinha autoridade de nos repreender e julgar! Ela já sabia da nossa existência e tinha mandado “espias” na primeira cruzada…

Nós a retrucamos, falando que Deus vai calar a boca assassina dela; falamos que nossa área é são os confins de toda a Terra, e que nossa autoridade em Nome de Jesus era sobre todo território onde existia vida humana, falamos que se ela não mudar e continuar pregando a violência contra criancinhas que JESUS, e não nós, vai dizer a ela no último dia: Não conheço você!

Ela tremia. Estávamos calmos. E em paz.

Só perdi a calma quando ela nos enxotou do escritório (Nós fomos levados para o escritório assim que chegamos, outra pessoa assumiu o púlpito e essa senhora, clone Ukpabiana, gritava: As crianças tem espírito de advinhação! Voltem para a Jerusalém de vocês!)… Assim que saimos da sala, diáconos e diaconisas nos assistiam com um sorriso de canto de lábio.
 
O Adailton, então, sacudiu a areia das sandálias, simbolicamente. Depois o Leonardo. E eu em seguida, tirando a poeira dos nossos pés e dizendo aos berros: Viemos em paz! Nossa paz agora volta sobre nós!
 
Os homens, feito estátuas nem se mexiam… Ela gritava!
 
Bati minhas sandálias-sapato contra eles com tanta força que subia areia na minha própria cara! Fiquei fora de mim… Eu quase esmaguei um sapato contra o outro! Andei de meias pela rua e se o Emmanuel não me contém acho que eu estava até agora lá, me livrando da impregnação daquele chão!
 
Chorei no carro. Chorei de raiva! Chorei de expor o Emmanuel também, que vai ficar na Nigéria enquanto nós vamos embora! Não gostei disso. Pedi “Sorry, Eman…! Sorry!”

“Bater as sandálias” é uma experiência horrível (Lucas 10). Significa que eles ouviram e rejeitaram… E para além disso, nenhum paz é possível e que, agora, viemos trazer ESPADA. Sim, igreja contra igreja, filhos contra pais, ovelhas contra pastores, autoridade contra autoridade, pois uns crerão e outros não.
 
Pena que agora a guerra tem cara, nome, placa. Quem está do nosso lado e do lado das crianças CONTRA o espírito que opera nos “filhos de Helena Ukpabio”, da Liberty Gospel Church.

Amigos, amanhã acontecerá nossa CRUZADA FINAL, de despedida, em campo aberto. E nosso único colete à prova de balas procede do Espírito que nos cobre. Não temos medo. Mas a polícia já avisou que vai estar amanhã lá para evitar confusões. Os pastores locais que nos apoiam foram convidados a sair da toca e comparecer.
 
Por favor, meus irmãos, orem por nós. Orem por mim,  por todos. Orem pela Nigéria. Para que, não importando o que nos aconteça, a palavra de Deus NUNCA fique PRESA, mas vá e cumpra o que a DEUS apraz fazer!

Estrategicamente não era hora de ver o diabo nos olhos, pq agora podemos ser vigiados e ameaçados, e isso pode atrapalhar o andamento acelerado das coisas. Mas, por outro lado, eu não via a hora de vê-lo e de falar na cara dele, como fiz olhando nos olhos dela:

“Eu conheço você! E seu espírito não é de Deus! Nós, discípulos de Jesus, somos bravos como vcs são; e só vamos embora quando isso acabar! A gente é igual vocês e não vai desistir NUNCA! NUNCA!
 
Guardem esse nome, disse o Leonardo: WAY TO THE NATIONS! Nunca deixaremos esse país! Até que isso acabe!

Foi a primeira vez que alguém lhes resistiu na face, pois quando o fazem aqui é sempre escondido, em púlpitos distantes…
 
Também foi a primeira vez que alguém nos enfrentou frontalmente durante todos esses dias. E não tiveram medo de nós e da nossa autoridade em nome de Jesus.
 
Está acabando…

Mas nem começamos…

Domingo próximo verei o rosto de cada um na Estação em Santos, se o Senhor assim o permitir!

Marcelo

A ÁFRICA DOS MEUS SONHOS

Postado em 26 de Janeiro de 2010 por bedhung

Não trouxe a África nem nas minhas bagagens! Nenhuma lembrancinha de aeroporto.
Pra que lembranças se não vou esquecer? Esculturas artesanais que desenham lindas mulheres negras vivendo o cotidiano de carregar lenhas eu já as tenho em casa faz tempo por iniciativa da minha esposa. Temos negras, japonesas, espanholitas, nordestinas, holandesas, indígenas… Souvenires de amor transcultural.
Entretanto, nessa primeira madrugada uma torrente de sonhos transpassou toda a noite em muitas memórias e ecos.
Sonhos. Sonhos muitos. Sons estranhos. Misturados. Faces várias de crianças tantas.
Trouxe a África comigo. Trouxe as ocultas personagens desse intercâmbio. Trouxe os rostinhos dos que ficaram no meio do caminho enquanto prosseguíamos. Sinceramente não sirvo para salvar ninguém por estatística. Ou dou um jeito logo em tudo, ou é melhor nem ter começado!
Nos meus sonhos, voltei a um vilarejo miserável em Oron, miserável cidade de Akwa Ibom State.
Devolvemos a essa vila um jovenzinho-bruxo todo quebrado pelo “vodu cristão”! Ele foi levado ao campo pelo irmão mais velho e quando ia ser imolado com um facão, foi arrancado da morte pelos homens do Chief Mr. Medekon, um dos maiores e mais respeitados anciãos da cidade. Conduzido ao orfanato, coube-nos investigar a causa de sua bruxificação e conversar com seus pais a respeito.
Mr. Medekon e sua equipe nos levaram ao vilarejo de origem. Lugar escuro, casebres de argila, aspecto tribal, sem ruas, mantido resfriado pelas palmeiras que se levantam ao redor. Parecia que todos já nos esperavam, inclusive a “vítima”, Emilia, a criança a quem o garoto, supostamente, impôs feitiços: uma menininha com cara de dor, com uns 5 aninhos, que carrega uma corcunda no meio das costas, entre as clavículas. É um edema que desvia sua coluna e aperta de dor seu pequeno peito. O chief, casado com uma enfermeira inglesa aposentada, suspeita de uma má-formação vertebral. Tomei em meu colo a criança. Ela não anda. Dói. As crianças a carregam. Sua mãe olhava esperançosa para mim. Mal sabia que eu mal sei. Toquei, apalpei, circunscrevi, pensei, consultei o arsenal mínimo de informações que a semiologia me deu durante esses anos que trabalho com neurologistas e minha sugestão diz respeito a uma tumoração que está esmagando o que tem ao redor de si. Sua origem só exames de ressonância poderão mostrar. Sua extensão aparecerá em tomografias com cortes precisos das imagens. Sua malignidade, só via-biópsia. Sua possibilidade de cura, só um neurocirurgião pode determinar; pois caso seja maligno, precisa saber se é invasivo – metido entre vértebras ou peritônio. E só será operável em função da nobreza da região no qual se está implantado. Se for ortopédico, há um longo caminho entre intervenções cirúrgicas e fisioterapias.
O chief, apoiado sobre sua bengala-cedro, nos chamou de canto e falou baixinho para que as dezenas de moradores que nos cercavam não ouvissem: “Amigos, se vocês conseguirem curar essa moça por vias médicas que não temos aqui, daí com um único exemplo, nós derrubaremos a crença mitológica de meu povo ignorante! Façam isso por nós, por favor!”
Ele usou de uma lógica ingênua e ao mesmo tempo racional: Ora, se a causa de muitas crianças serem expulsas dessa vila (bastando para tanto confessarem que são bruxos) está relacionada ao incurável desvio ortopédico da menininha, a cura dela cessaria o fluxo de acusações e suspeitas que viviam recaindo sobre as demais crianças moradoras do local.

Ali mesmo, sem mesas de escritório e mapas estratégicos, acreditamos que nada nos seria impossível, mesmo sendo tão desafiador! Lembrei-me que Jesus mandou curar os enfermos e expulsar os demônios dos vilarejos e cidades que entrássemos, anunciando-lhes que o Reino é chegado! – É foi o que decidimos fazer!
Pedi à Diana – nigeriana da Stepping Stones Nigeria que estava secretariando nossa visita a essa cidade – que anotasse os caminhos:
1) Procurar um médico clínico que providencie um hospital para exames de imagens e diagnóstico, e encontrar tal médico e tais exames nem que fosse seja lá aonde!
2) Com o diagnóstico médico, ter detalhes do tratamento a ser instituído e sua morbidade;
3) Se for tratável, levar a menina Emilia para a Europa através de um grande levante de fundos junto aos amigos do “Caminho” pelo mundo, não deixando de crer na possibilidade de que uma equipe de anjos a opere gratuitamente, considerando fatores de extrema pobreza e gravidade do caso;
A tempo, ainda estávamos lá dias depois, quando a Diana encontrou um hospital-escola no centro do país que disse que faria exames imaginológicos a um valor que só saberíamos na hora da consulta (Na Nigéria, não tem SUS!). Deixamos com ela o dinheiro para o transporte da família até o hospital e vamos aguardar os resultados.
Após o “exame clínico” da criança, Mr. Medekon nos pediu mais um favor: Falar com aquele que ele considera o maior culpado pela persistência dessa relação “doença de uma criança – caça de outra”.
Pedi para chamar o pastor, então.
O homem apareceu quase imediatamente entre nós, de motinha. Suava muito debaixo de um terno que não tinha nada a ver com aquele monte de crianças peladas e adultos maltrapilhos.
Sua igrejinha não era ali perto. Não. Era exatamente onde estávamos! O chão no qual nos sentamos era o cimentado da igreja e nós nem sabíamos. E a igreja era mais um casebre dentre tantos ali, uma Assembléia de Deus abandonada pela Assembléia de Deus como a maioria das Assembléias de Deus que assembleiam-se por lá.
O Leonardo foi direto ao assunto: “Pastor Moises, qual sua culpa nisso tudo? O que você ensina a essa comunidade? Por que, apesar de sua influência cristã aqui, eles ainda crêem na bruxificação de crianças?”
O pastor estava ali, exposto a todos, cercado de dezenas de famílias, e negando sobre o olhar raivoso do chief, que tenha participação em tudo. Para nós não havia surpresa na negativa pastoral… Foi assim a Missão inteira. Diante de nós, todo mundo nega tudo ao mesmo tempo em que pede clemência!
Aproveitamos seu estado de culpa, pedimos o auditório da sua igreja p´ra levar para uma reunião comunitária todos os que nos cercavam. Ele com toda prontidão abriu suas portas e num único assobio, convocou a vila.
As crianças e os adolescentes foram os primeiros a tomar assento. Estavam ansiosos e esforçando-se por captar o que se passa na cabeça dos adultos. Os pequeninos participaram da assembléia como quem buscar entender seus direitos à vida. Dava pena de vê-los tentando interpretar nossas brigas, discussões, apelos, réplicas, desafios, argumentações…
O Leo pregava em inglês contra a estigmatização infantil ensinando como Jesus tratava as crianças. O pastor Moises o traduzia para o dialeto local, especialmente preocupado em que os menores entendessem. Tal gesto foi me conquistando…
Ao final da preleção (aos berros, como tudo tem que ser ali), o Leonardo perguntou quem era contrário ao retorno do menininho quase imolado ao seio de sua casa. Pai e mãe aguardavam com expectativa a manifestação ou não de alguém.
Daí um adolescente de uns 16 anos se levanta, pede a palavra e discursa em inglês com incrível habilidade oratória: “Que garantia vocês nos dão de que o menino-bruxo não fará mais mal a minha vila?”
- “E de onde você tirou tamanha convicção de que ele é bruxo?” – disse o Leonardo.
- “Ele confessou que é bruxo! E quando um possesso confessa que o é, está confirmado seu estado!”
- “E eu sou o Barack Obama! Você acredita na minha confissão?”
- “Não! Eu não conheço você, mas sei que você não é o Barack Obama!”
- “E você conhece a criança ou o diabo dela para crer no que ela diz a seu próprio respeito após ter sido tão pressionada? Sobre pressão uma criança confessa o que dela pedirem!”
Começou então o de sempre: Eles brigam em Ibibio, o dialeto local. E uma gritaria ibibiana tomou o lugar, uns agredindo os outros, todos ao mesmo tempo, feito reunião de condomínio!
Eu só assistia enquanto fitava o belo jovem que a nós se opunha! Senti nele uma mistura de sinceridade com a presunção típica de quem pensa que nasceu sabendo coisas com as quais peitava o Leonardo e o Chief. Daí, pedi para falar. E o fiz, gritando e andando pelo pequeno recinto cinza:
“Meu amigo, quando os “white men” escreveram sobre o assunto, o teu pai nem tinha nascido. O idiota do homem branco que determinou que endemoninhados confessam que o são em nome de Jesus nem podia imaginar que vocês aplicariam isso à crianças! Agora, seus pastores pioram as besteiras que os meus escreveram e você acredita nisso como se fosse uma grande revelação??? Defenda suas crianças, rapaz! O próximo acusado pode ser seu irmão, pode ser VOCÊ! Pare de assistir filmes ridículos! Pare de acreditar em Helen Ukpabio! Creia em Jesus! E se você é o futuro mentor dessa vila, está na hora de aprender o Evangelho de Verdade, que deixaremos em suas mãos, para ensinar a todos!
Ele sabe que falávamos com autoridade, mas com amor e respeito por ele! Ao final, ele acatou com muita sinceridade nossas palavras e creu nelas de todo o coração! O Espírito me revelou que ele presidirá os “do Caminho” naquele lugar, como sábio guardião da fé.
Também sei que Deus vai curar Emilia, a pequena corcundinha. Orei debruçado sobre a cabeça dela como por um filho meu… Pedindo que o Pai a livre do Mal; e sobre o mal em suas costas passei minha própria saliva, misturada ao seu suor, untando-a assim com um bálsamo estranho até a mim mesmo… Preparando-a para a cura, seja pela medicina do Milagre ou pelo milagre da Medicina!
No dia seguinte, nossa equipe voltou até lá com material de ensino, com Evangelhos e literatura infantil. Encontraram resistência de outros homens, ausentes no dia anterior e motivados somente pelo espírito de inveja e pela embriaguez que os tomava. Eles recolheram alguns da reunião “no tapa”, mas a própria comunidade tratou de desprezá-los! Mães, pais e filhos queriam a Boa Nova do Evangelho e não os temeram. Os pais do menino pediram que assim que a “poeira abaixe” e as oposições se silenciem possamos tirar seu filho do orfanato e levá-lo de volta para casa. Por ora, estamos cuidando de seu bracinho quebrado.
No pequeno vilarejo em Oron, a Paz deu o ar de Sua Graça!
Ao nos despedir o chief me disse profundo: “Sei que nada faz sentido algum para vocês aqui, mas, por favor, não desistam do meu povo! Por favor!”
É esse clamor que me ecoou pela primeira madrugada pós-africana.
Essa não é África do meu Sonho, mas é a África dos meus sonhos.
Por favor, não desistam desse povo!
Por favor!
Marcelo

Diário da Missão - último dia

Postado em 21 de Janeiro de 2010 por bedhung

Dia 19 de Janeiro. Amanheceu nosso último dia na África!

Despedimo-nos de muita gente querida, discípulos amados que andaram conosco todo o tempo e fazendo assim, iniciaram, eles próprios seu andar com Jesus.

Sair desse campo de batalha não é fácil. Como todo lugar onde a loucura acontece à luz do dia, esse lugar que se põe escondido do resto da Terra.

Então, num barquinho-canoa que mal nos continha sem virar, ainda nos acompanharam três amigos que se auto-promoveram nossa “equipe de segurança”.

Além deles, iam nossas malas, pranchas de surf, câmeras de vídeo e fotos com o registro visual de tudo que temos escrito nesse diário.

O barco correu o rio Níger, imenso e assemelhado aos afluentes amazônicos das minhas primeiras experiências transculturais.

E aportamos em outro Estado da Nigéria: Cross River, na capital Calabar.

Um motorista de Van incrivelmente bêbado nos levou até o aeroporto local e, como nossos amados “seguranças” continuavam conosco colados, ficamos todos mais apertados dentro do carro do que estávamos antes no barco.

Despedir-se deles foi triste.

Estamos torcendo muito para que eles reguem o que semeamos em sua terra.

Constrange ver uns negões altos e fortes chorando o mesmo choro fino e aflito das crianças que também deixamos.

Sei que o sentimento deles é o mesmo que o delas: De abandono.

Um avião todo velho nos levou até a maior cidade do país, de onde se parte para o exterior.

Mofamos lá o dia inteiro em mil check-in e check-outs devido aos rigores impostos aos nigerianos depois que um deles quase explodiu um avião americano. Mas, nesse aeroporto, pela primeira vez durante esse tempo, almoçamos “dignamente”. Comida “normal”… Sabe arroz, batata, frango…? Coisas do nosso dia a dia que desapareceram do cardápio no meio do nada-africano.

Chegou a noite e finalmente embarcamos rumo à Europa. Descemos em Madrid já era dia 20, aniversário da minha esposa, e lá começamos a nos separar: Os Leonardos embarcaram para Londres, e os demais, para o Rio de Janeiro.

Agora, já passadas cinco horas de vôo, o Jojó está ouvindo música, o William resolveu começar a falar inglês – feito efeito retardado, pois na Nigéria ele só se comunicava por sinais! O Clayton, sempre muito ativo, está aqui andando de um lado para o outro… Como as janelas estão fechadas, não tenho qualquer temor que ele se jogue… De vez em quando peço um suco só para dar finalidade aos seus passeios pela nave.

O Adailton está aqui do meu lado tomado de uma rinite alérgica infinita (eu já estou todo molhado… putz…), porque o aviãozinho que fez o itinerário na África tinha um cobertor altamente povoado de ácaros… Foi nosso último contato com os insetos na África… Os outros voam sozinhos mesmo: uns helicópteros que picam com raiva, umas mariposas gigantescas, formigas pré-históricas…

Eu estou olhando pela janela. Da Espanha, percebo que voltamos à África, sobrevoando o deserto do Saara, chegamos a Dakar e desde agora a pouco, abaixo de nós só há o mar, o Atlântico, oceano que banha minha cidade de Santos.

Santos…

Ali nasceu a segunda estação do Caminho da Graça! Gente terna e apoiadora…

Ali tenho uma casinha de varanda, por fora toda branca. Por dentro toda revestida de amor, simplicidade, ternura, perfume, recordações de nações visitadas e uma criançada levada, que, na minha ausência, todo dia se auto-convocava a orar por mim, pelos meus amigos comigo e pelos pequeninos visitados por papai e que nunca tiveram um pai. Tem sido assim a cada Missão. Vou embora e volto para casa e para minha própria secularidade e sustento. Por onde passei fiz laços. Nunca disse “adeus”. O mundo é pequeno. Mas voltar para casa – confesso – é sempre a melhor parte da missão de quem parte.

Vejo dentro dos olhos dos meus amigos de missão: Cada um de nós só pensa agora em rever esposas e filhos, amigos e parentes. O último beijo foi em meio aos fogos do ano virando… E o próximo beijo, quando descermos daqui, virá das profundidades abissais que moram no nosso íntimo, como as do mar abaixo do avião: na superfície só haverá o azul e a alegria do re-encontro; mas nas entranhas silenciosas das lembranças do Campo, quem nos livrará carregar dessa uma viagem quase tudo que se leva de uma vida?! Vamos desembarcar!

Alegria nos encontros. Silêncio na alma.

Fim… do Começo!

Marcelo, sobre o Atlântico Sul.

Educação e Segurança - Paz no Trâsito

Postado em 20 de Janeiro de 2010 por bedhung

As questões a educação e segurança no trânsito são urgentes e merecem um movimento coletivo de reflexão, conscientização e mudança de comportamento visando a valorização da vida, assim humanizando o trânsito.
Tendo a necessidade urgente em relação aos acidentes de trânsito e  re-educação de todos os usuários das vias públicas e posteriormente proporcionando ações que visem melhorias no que se refere à realidade das comunidades de Brusque, atacando principalmente o alto índice de acidentes e mortes.
Com objetivo principal da construção de um movimento coletivo de educação e segurança no trânsito através e democratização do espaço público, oportunizando que toda comunidade desperte em relação a responsabilidade e comportamento no trânsito.

Percebendo a importância desse movimento a secretaria municipal de educação, o
IBPLAM (Instituto Brusquense de Planejamento e Mobilidade ), juntamente com as 47 escolas da rede municipal, e outras Estaduais e Particulares estão desenvolvendo este Programa de Educação e Segurança no Trânsito objetivando primeiramente um diagnóstico das comunidades de Brusque em relação aos acidentes de trânsito, re-educação de todos os usuários das vias públicas e posteriormente, propor ações que visem melhorias urgentes e necessárias à realidade das comunidades de Brusque, atacando principalmente o alto índice de acidentes e mortes.
A efetivação deste programa requer a parceria de instituições que percebam e se sensibilizem com esse movimento, para que realmente se busque soluções e alternativas visando melhorar o caos no trânsito de Brusque.
Objetivo Geral: Construir um movimento coletivo de educação e segurança no trânsito, visando a humanização e valorização da vida, através da democratização do espaço público.
 REALIDADE – ACIDENTES
• Excesso de velocidade;
• Consumo de álcool;
• Falta de sinalização;
• Falta do uso de sinto de segurança no banco traseiro;
• Desrespeito com a sinalização e normas de circulação;
• Danos materiais;
• Lesões corporais (permanentes);
• Traumas psicológicos;
• Mortes;
        COMPONENTES
• Escolas;
• Empresas;
• CFCs (Auto Escolas);
• Policia Militar;
• Corpo de Bombeiros;
• Veículos de comunicação;
• Futura Guarda Municipal;
         ETAPAS – FERRAMENTAS
• Palestras;
• Centro Vivencial;
• Aluno guia;
• Vigilante  travessia
• Painéis;
• Sinalização móvel;
• Sinalização nas escolas;
• Atividades extras curriculares (Transversalidade);
• Outdoor;

 Vamos juntos nessa?

Dúvidas ligue para o Paulo Sestrem do Btrans na Prefeitura 3251-1833 ou no email btrans.brusque.sc@gmail.com

Diário da Missão - Estamos partindo, mas vamos voltar

Postado em 19 de Janeiro de 2010 por bedhung

No momento eu não consigo nem desejar abandonar o mau cheiro destas ruas e as dificuldades que o lugar impõe porque os meus sentidos de onde brotam os desejos foram invadidos, poluídos, entupidos e envergonhados.

Estamos voltando pra casa e eu vou… vou com uma batida estranha no peito… vou com a alegria de ter visto tantas famílias serem tocadas por Deus através de nós e saber que muitas delas vão amar e poupar seus pequeninos. Mas vou também com um choro engasgado na garganta pela revolta de saber que mais crianças ainda vão sofrer e ainda vão morrer bruxificados em nome de Jesus.

Até quando Deus, até quando?

Nós vamos voltar.

Eu vou voltar…

Voltar pra casa…

Voltar aqui…

Voltar para o Pai…

Nossa casa é o Pai e nosso Caminho para o Pai passa pela Nigéria.

Vamos passar por aqui novamente. Não sei exatamente quando…não sei por quanto tempo… mas sei o por que. Vamos voltar porque pra quase todo mundo é perigoso vir aqui… pra quase todo mundo isso nunca vai mudar… pra quase todo mundo é melhor ir cuidar do próprio umbigo. Mas descobri que aqui é a terra do umbigo mal curado.

Não vamos voltar pelas crianças que morreram ou vão morrer que fazem partir o coração daqueles pra quem a morte é em si mesmo o fim de todas as coisas e por quem não ha mais o que fazer.

Vamos voltar pelas crianças que não vão sofrer, ou pelo menos não vão morrer ou ser traumatizadas.

E, certamente por muitas crianças que nunca vão nem mesmo saber do mal do qual foram poupadas.

Nós vamos embora, mas deixando nessa terra boas sementes, sementes de amor e de paz as quais com zelo vamos cuidar de longe e confiar que os filhos da paz que aqui a nós se uniram nesta caminhada cuidem de perto, até que Pai nos traga de volta.

Certo é que não lançaremos mão do arado e não olharemos para trás… até que os pais neste país no nome de Jesus não mais sacrifiquem seus filhos mas os amem… até que o inimigo tire suas patas de cima dos pequeninos da Nigéria!

Leo Rocha dos Santos

Eket – Akwa Ibom State

Nigéria

19/01/10

DEZ PRINCÍPIOS PARA SER BEM-SUCEDIDO

Postado em 17 de Janeiro de 2010 por bedhung

1 - Creia que sua vida cumpre um propósito divino na terra. Você é influenciado pelos genes que herdou de seus pais e é bastante “circunstancializado” pelo meio no qual vive. Entretanto, mais forte que as determinações genéticas e os condicionamentos do meio social, é o seu chamado para ser. Você foi criado como um sacerdote neste universo de Deus. Por isso, você existe e sabe que existe. Encha sua consciência com esse significado. Quando você assumir sua vocação para ser, as outras pessoas vão “encontrar” você.

02 - Creia que seu dia ganha força e energia espiritual quando você ora. Portanto, ore sempre. Mesmo nos seus afazeres. Sempre que uma notícia ou informação lhe chegar, entregue-a a Deus. Ofereça a Deus os potenciais e as possibilidades que cada fato, percepção ou impressão lhe trazem ao coração. Além disso, pare um pouco todos os dias, ainda que seja só um pouco, e ore. Dê graças por tudo e abrace o Senhor no seu coração. Quando orar, peça coisas específicas, mas não se esqueça de sempre terminar de modo submisso e geral, dizendo: “Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céu”. Afinal, você não sabe se o que quer é o melhor. Mas o Senhor sabe!

03 - Creia que a maior inteligência que Deus lhe deu não é a intelectual nem a emocional, mas sim a inteligência. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Usar a cabeça (inteligência intelectual) e saber se relacionar com o próximo e as circunstâncias (inteligência emocional) é fundamental. Mas não é essencial. O essencial habita os mistérios do espírito, no mundo do coração. Portanto, dê atenção aos seus sonhos noturnos e aos seus sentimentos perceptivos. Quando você tiver uma “impressão”, não a despreze de cara. Medite. Ore. Discirna. A resposta pode estar no passado. Mas, às vezes, trata-se de uma intuição profética. Pode ser um alerta sobre o futuro. Nesse caso, ore, corrija a rota e prossiga.

04 - Creia que quando alguém ama a Deus e ao próximo e respeita a vida, então tudo ganha sincronicidade e conectividade. Isso é apenas um outra forma de dizer que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”. O amor a Deus traz sentido para a sua vida. O amor de Deus transforma o cenário mais absurdo numa conspiração do bem.

05 - Creia que a leitura bíblica feita com os olhos do coração ilumina a alma e os caminhos da Terra. Ler a Bíblia é importante. Mas lê-la com os olhos da alma é essencial. Quem lê com o intelecto enxerga textos e os compreende. Quem lê com o coração discerne “caminhos sobremodo excelentes”. Faça da leitura bíblica não apenas um meio de fortalecimento espiritual. Leia-a como caminho de descoberta e de insights para a sua visão do mundo, de si mesmo e de Deus.

06 - Creia que uma atitude mental positiva tanto é resultado de uma espiritualidade sadia como também pavimenta o caminho de todo ser humano bem-sucedido. Eu costumo dizer que mesmo ateus-positivos se dão melhor na vida que ateus-negativos. O mesmo princípio se aplica a cristãos.

07 - Creia que generosidade e dadivosidade são forças espirituais poderosas que atraem para quem as pratica as melhores oportunidades e possibilidades da vida. Por isso é tão importante dar dízimos e ofertas. Escolha causas, projetos e pessoas nos quais você acredita e dê no mínimo dez por cento dos seus ganhos para essas iniciativas. De fato, fazendo assim, você está abrindo portas invisíveis para você mesmo. E lembre-se: faça isso com entusiasmo e alegria.

08 - Creia que o que diferencia o fazer do não-fazer é apenas uma decisão seguida de gesto simples. Assim sendo, nunca adie o início de qualquer coisa na qual você acredita se a oportunidade se apresentar e seu coração responder com paz e fé. O gesto necessário, tanto para se levantar de cama quanto para levantar a cama, é um só: colocar-se de pé. Daí Jesus ter dito: “Levanta-te, toma teu leito e anda”.

09 - Creia que a melhor composição de imagem exterior e de virtude interior para um cristão é aquela que combina a “simplicidade dos pombos” (imagem exterior) com a “prudência das serpentes” (virtude interior). Sendo assim, seja astuto por dentro e simples por fora. Sempre dá certo e protege a vida.

10 - Creia que a maior bênção de possuir uma consciência é poder usá-la para auto-examinar-se todos os dias. Quem se auto-examina resiste melhor às criticas, pois se utiliza delas para diminuir seus próprios equívocos, e se mostra imune a eles quando a consciência o convence de estar fazendo aquilo que é certo. Auto-exame é o que faz a diferença entre aqueles que vivem para preservar sua imagem e a reputação daqueles que vivem para o que é verdadeiro e real.

Caio

Escrito em 2003