Caminho da Graça Blumenau
Postado em 6 de Maio de 2010 por tucoeggGente boa. Estamos nos reunindo semanalmente em um pequeno grupo em Blumenau. Quem quiser, aparece lá. Contatos no fim desse post.
Quer saber como é? Vou responder adaptando um pouco as palavras do mano Carlos Bregantim.
É apenas um encontro. Sim, simples assim.
Alguns aparecem só pra confirmar se é mesmo assim e se surpreendem, pois é mais simples do que imaginaram.
Começa por nos reunirmos em casa, qualquer casa, a maioria das vezes a minha. Mas pode ser qualquer outra. Basta sermos convidados e vamos. Somos um pequeno grupo e não precisamos de nada mais. E se o grupo crescer? Ora, basta a cada dia seu próprio mal. Por hora, cabemos nas casas, e lá ficaremos. E é bom lembrar que nosso maior objetivo é viver. Corremos atrás de vida, não de crescimento. E vida é hoje. E hoje é assim.
Nos encontramos sempre às quintas-feiras. A partir das 19h já estamos arrumando as coisas. E qualquer um pode chegar e participar da ‘arrumação’. Desde aí o Espírito está presente e a comunhão rega a casa com amor, enquanto conversamos e preparamos um suco, ou umas torradas, ou o que for.
Temos um violão, mas nem sempre usamos. Quem sabe tocar, se quiser, pode tocar. Pode cantar sozinho, tocar alguma música que fala do evangelho, seja ela cristã ou não (porque nem só os crentes falam de amor, paz, perdão, vida, alegria, amizade…). E podemos só ouvir; ou cantar juntos. Mas também podemos deixar o violão de lado e conversar.
Às 20h, começamos a tratar dos assuntos que estão propostos. Às vezes lendo a bíblia, às vezes citando livros e filmes, às vezes contando histórias, às vezes assistindo vídeos… sempre com o desejo de nos aprofundar no evangelho de Jesus de forma simples, espontânea, participativa, natural, numa tentativa de interpretar o Evangelho de um modo que faça sentido para este tempo.
A vida está acontecendo aqui e agora, aliás, a vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro ou enquanto ficamos lembrando o passado. Mas sabemos que o palco de atuação dos seguidores de Jesus de Nazaré é no chão da vida. A minha vida, a sua, a nossa vida. Onde estamos todo dia, o dia todo.
Queremos resistir à tentação de nos organizarmos. Queremos nos manter simples, leves e com o mínimo de estrutura. Não temos ministérios, departamentos, cargos ou funções especificas. O que acontece entre nós é o que acontece naturalmente.
É assim que queremos que aconteça todas as quintas.
Durante esse tempo, nos servimos do suco, torradas ou bolachas que preparamos antes. De vez em quando marcamos uma janta, ou uma festa, mas em qualquer dessas situações buscamos investir em um tempo de conversa e celebração dos relacionamentos que podem evoluir para AMIZADES ESPIRITUAIS, inegociáveis nestes tempos áridos, individualistas e umbilicais.
Nosso encorajamento a cada um dos que conosco tem se reunido é:
- uma vez entendendo o que a Graça significa.
- uma vez ganhando a plena consciência do Evangelho.
- uma vez compreendendo que o Evangelho se vive no CHÃO DA VIDA e não no chão do palco de uma comunidade.
- uma vez consciente que o Caminho da Graça pode acontecer em qualquer lugar, qualquer hora e com quantas pessoas estiverem presentes na mesma graça.
- uma vez convencidos que com o Eterno não se faz barganhas, portanto, não existe um “toma la da cá”
- uma vez certos que a nossa resposta ao amor do Eterno é de vivermos a vida, livres e responsavelmente…
Enfim, sabendo disto, encorajo todos a sair pra vida e vivê-la intensa e responsavelmente. Tentar ser em qualquer lugar aquilo que tentamos ser nos palcos religiosos. Tentar ser gente, no sentido de ser seres humanos melhores. Tentar ser homens e mulheres plenos e responsáveis com tudo e com todos à volta.
É isso.
[baseado em texto do supergenteboa Carlos Bregantim]
Caminho da Graça Blumenau
Infos e contato com Tuco Egg
47 8405-5131
tucoegg@gmail.com
www.pensecomigo.com
Compartilhando a Reunião Lucas 8.4-15
Postado em 4 de Março de 2009 por DanielSementes
Existem sementes que ficam a beira do caminho, e por isso tornam-se alimentos de aves. Pior que alimentar aves é saber que nunca germinarão.
Existem sementes que caem sobre pedras, e estas secam e ficam também sem germinar.
Outras chegam a brotar, mas em meio a espinhos, e enfim são vencidas por esses espinhos.
Mas existe aquela que encontra solo preparado. Aí germina, cresce e frutifica.
Note que o problema não está na semente, e sim nas condições em que ela encontra.
Na maioria das vezes a parábola do Semeador é vista como mais um sermão de “apelo” em resposta ao Evangelho pra “conversão” das pessoas. E não está errado quando se percebe que tanto a conversão, como (e principalmente) o Evangelho não são simplesmente o que há muito já foi estabelecido pelo evangelicalismo simplista, ou seja, uma mensagem apelativa pra transformar pagãos em cristãos, através da resposta dada por esses pagãos. Escolhem uma data e um horário, “lançam as sementes”, fazem uma proposta, quem aceitar levanta a mão e vai pra frente do “altar” receber uma oração.
O Evangelho semeado é muito mais abrangente. Pode ser visto como circunstancial, mas também como efetivo e constante, de fé em fé e de glória em glória. O Evangelho traz consigo frutos em multiforme Graça! O Evangelho se propõe semear bondade hoje, amanhã misericórdia! Perdão numa ocasião, generosidade em outra! Pode trazer consolo num dia, e fidelidade em outro dia. Sempre em amor!
Assim podemos olhar para a parábola, e admitir que embora, anos atrás nosso coração esteve com o “solo” receptivo, apropriado para receber a Cristo, hoje ele esteja seco ou sufocado por espinhos quando o mesmo Semeador lança semente de justiça e misericórdia. Talvez quando o Semeador lance sementes de generosidade para que não retenhamos mesquinhamente nosso dinheirinho, permitimos que as aves do céu se livrem dessas sementes comprometedoras.
Mas o fato maior é que, Aquele que semeia, é também poderoso pra tratar do nosso solo, o nosso coração! E as poderosas sementes do Evangelho farão com que o fruto chegue! E o anseio desse fruto é maior no Semeador do que na semente, podemos ter certeza!
Seja essa a nossa oração!
Compartilhando a reunião
Postado em 9 de Dezembro de 2008 por DanielApenas 2 denários!
Domingo à noite, após a reunião, fomos até o centro da cidade para ver uma apresentação natalina. Estava muito cheio gente e permaneci de longe tentando ouvir.
Passado algum tempo chegou uma pessoa que fazia um tempo eu não via. Uma cristã verdadeira, porém absorvida em pensamentos e concepções evangélicas, que não do Evangelho. Não a julgo de maneira nenhuma, pois faz o que muito fiz. Por aqui nesses dias é inevitável as perguntas: “ E vocês estão bem? Foram afetados pela enchente?”. Após saber que tudo estava bem, ela começou sua explanação de livramento: “Eu passei a noite repreendendo pra gente ficar imune, afinal Deus faz diferença entre seus justificados pelo sangue de Jesus. Mesmo que seja verdade que muitos crentes foram atingidos” E eu sem querer ser grosseiro só dizia: “pois é”. Tentei desconfortá-la: “Acho que quem Deus “imunizou” tem o dever de ajudar os afetados não é? Fiquei triste de ver igrejas mantendo suas programações normais, enquanto a água engolia muita gente. Sua igreja fez algo em favor das pessoas?” . “Não” ela me disse. “temos lá 3 cestas básicas mas Deus não nos mostrou o que fazer com elas”. Eu ouvi isso ao fundo de hinos cristãos em praça pública, executados por “mundanos” que fizeram uma campanha pra arrecadar brinquedos usados pra crianças na redondeza pra não passarem o natal em branco. Fui remetido a uns minutos antes, quando estávamos na reunião da estação lendo em Lucas 10, o bom Samaritano, onde conclui:
Um teólogo perguntou a Jesus: Mestre que devo fazer pra ser um salvo? Ao que Jesus respondeu: Como resumes tua teologia? “ Amar a Deus sobre tudo e de toda forma, e o próximo como a si mesmo” – respondeu o teólogo. E Jesus retornou: “bingo”, faz isso e serás salvo. Infelizmente, Jesus ouve sua última pergunta:“Quem é o meu próximo?”.
Então Jesus decide contar uma história:
Certa família foi pega de surpresa por uma tragédia. Uma chuva intensa, fez com que um barranco desmoronasse nos fundos de sua casa e trouxe lama até sua cozinha. Eles olharam e viram que muito mais podia vir abaixo. Quando desceram a rua pra pedir ajuda pra salvar os móveis, perceberam que estavam ilhados pela água que havia tomado a rua com mais de 1 metro de altura. Ficaram desesperados por uns 4 dias, mesmo tendo sido alojados num galpão de uma igreja católica pela defesa civil. Pouca coisa sobrou de seus poucos pertences e a casa condenada.
Diante da situação um pastor lamentava, pois as coisas podiam ser diferentes se esse povo se voltasse pra Deus. Desse modo as pessoas ficariam protegidas, assim como ele foi. Por isso não pode parar, ele tinha um culto pra prestar ao Deus que o socorreu. Era também dia de entregar sua oferta no altar.
Logo depois, passou um ministro gospel, que teve de fazer um contorno imenso por outro caminho pra chegar no templo. Quase chegou atrasado pra campanha de 72 horas de louvor sem interrupção. Felizmente chegou bem no horário de sua escala.
Pra salvação da família que havia perdido tudo, um próximo bem distante, quem sabe de Recife, São Paulo ou Porto Alegre ou mesmo do outro lado da cidade, falou com sua patroa:“ Pega umas roupas e aquele colchão do quarto de visitas. Pega também uns 2 denários lá na gaveta pra comprar uns mantimentos. Tem uma carreta que vai levar isso pra umas pessoas que precisam mais do que nós. Depois com o décimo terceiro a gente vê se consegue ajudar um pouco mais.
No final a pergunta de Jesus: Qual desses é o próximo?
Amar a Deus com força, coração, alma e entendimento é direcionar o serviço ao próximo, mesmo que seja com apenas 2 denários.
Denário = renda pelo trabalho de 1 dia. Na média salarial brasileira uns R$ 25,00.
Compartilhando a reunião Lucas 9:37-48
Postado em 23 de Setembro de 2008 por DanielEnxergar o evangelho na pessoa de Jesus é maravilhoso e ao mesmo tempo desafiador.
“O dízimo é obrigatório?” foi a pergunta que abriu a reunião no domingo. Depois de olhar o assunto na ótica de Graça, que enfatiza a doação como bem-aventurança, como coisa boa e agradável de se fazer com amor, que aliás se torna elo entre o doador e Deus, pois Deus ama quem dá com alegria, chegamos a conclusão que Deus ama também aquele que não dá, visto que não precisa de dinheiro para amar. Porém Deus não se deixa manipular por trocas, não vê na obrigatoriedade um doador, e sim um negociador. Por último, não é obrigatório o dízimo e o desafio está em não ser obrigatório também o NÂO DAR, pois quem nunca dá é dominado pelas posses, sendo obrigado a não dar.
Ao entrar no texto, algumas descobertas. A falta de fé dos discípulos diante do jovem possesso, a ingenuidade e cegueira diante do anúncio de Jesus quanto a sua morte e a incrível capacidade de se disputar o maior lugar no Reino. Tudo isso desnudando não somente os discípulos da época, mas todos os discípulos de todas as épocas, inclusive nós mesmos. A receita de Jesus é simples e direta: Pra ser grande é preciso ser o menor! Assim como ele que sendo Deus, se fez menor entre os homens, morrendo com morte de cruz entre malfeitores. Embora as palavras serem simples e diretas, não soam convencionais. E aí está mais um desafio de enxergar o evangelho a partir de Jesus. Considerar os outros superiores a nós mesmos com postura prática, não olhando credo, cor ou classe social. Não sendo arrogantes e donos da verdade, não fazendo distinção por causa de dons ou talentos, antes vendo nisso responsabilidades onde pra quem muito é dado, muito será exigido. Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? (I Coríntios 4 : 7)
Compartilhando a reunião: Lucas 9:18-36
Postado em 16 de Setembro de 2008 por DanielE vós, que tipo de “Jesus” dizeis que sou?
Talvez fosse a pergunta que Ele usaria hoje para seus discípulos. Sim, hoje vivemos dias em que o mercado religioso oferece diferentes versões de cristos, ou pelo menos, versões parciais do Verdadeiro. E tudo que não seja Jesus verdadeiro, não é capaz de salvar, redimir e justificar.
Quem é Jesus?
Jesus é a encarnação de Deus, é aquele que veio para buscar aquele que se havia perdido, e quem for prudente que aceite-se como um que se perdeu pra ser achado por Ele. Ele não é apenas o que concede milagres, ou aquele que serve aos homens com seus mais petulantes desejos. Também não é um Senhor moralista, que fica de olho no desempenho espiritual das pessoas oferecendo o caminho da justiça própria. Não é um que se impressiona com performance religiosa, recompensando os “piedosos” e punindo os rebeldes. Pelo contrário, estende a mão a pecadores, que por convicção íntima se admitem na condição de pecadores, com necessidade de perdão. E são esses mesmos, os únicos capazes de reconhecer no tom da sua voz, que Ele de fato é o Bom Pastor, aquele que deu a vida pelas ovelhas!
Quem é Jesus?
Jesus é aquele, que ele mesmo diz ser! Quem quiser conhecê-lo basta vê-lo no evangelho, em suas palavras e atitudes. Lá, na simplicidade, se perceberá na revelação do Espírito, o verdadeiro Jesus em sua plenitude conforme Pedro percebeu para declarar: “Tu és o Cristo de Deus”. Não o cristo que os homens criam a partir de suas expectativas. Jesus, por não atender às expectativas dos líderes da religião, foi que anunciou a sua rejeição e martírio por parte deles. Entendem? A religião da época não discerniu quem era Jesus. E parece que em muitos casos hoje, Jesus não é discernido pela “igreja”. Quanto a nós, cabe reconhecer para sempre: Jesus tu és o Cristo de Deus!
Compartilhando a reunião: Lucas 8:40-56
Postado em 1 de Setembro de 2008 por DanielExpulso pelos gadarenos, Jesus é bem recebido do outro lado do lago pra onde voltou. E assim é, para uns Jesus é inconveniente e pra outros motivo de alegria! Então Jesus tem primeiro um encontro com o líder de uma sinagoga, Jairo. Ele apresenta um problema que toda sua posição religiosa de nada servia pra resolver. Sua única filhinha, com 12 anos beirava a morte. Espremido pela multidão ele caminhava em direção da casa de Jairo, quando alguém lhe toca de maneira diferente. Alguém se aproxima com fé e “subtrai-lhe” virtude. Alguém que gastara todos os bens com a medicina, pois sofria há 12 anos de hemorragia, com um toque em Jesus, alcança a cura do seu mal! Mas o Reino pra Jesus é muito mais do que milagres e curas. Ele precisa olhar nos olhos dessa mulher e lhe transmitir muito mais. A mulher não consegue então mais ocultar-se, assim como ninguém consegue ocultar-se dos olhos de Deus! Ela se prostra confessando: “Sim, “roubei” esse benefício pra mim!”. Jesus então lhe responde: “Filha, tua fé não só te curou mas te faz cidadã do Reino, vai-te em paz!” E quando a vida começa pra ela depois de 12 anos de não-vida, ironicamente chega a notícia que a vida da menina acabou aos 12 anos. Muitos choram. Acabou? Não! A menina “dorme” – diz Jesus. Muitos riem. Jesus discretamente toma a menina pela mão e diz bajulando da morte: “Menina levanta-te”. Ressurreição! Jesus tem o poder sobre a morte e não somente isso, mas concede vida eterna. Creiamos! Cristo é a esperança da glória! Vivamos em gratidão na consciência que Deus governo nossa vida! Seu reino consiste em muito mais que essa curta vida terrena.
Compartilhando a reunião: Lucas 8:26-39
Postado em 25 de Agosto de 2008 por DanielLogo depois que Jesus acalma uma tempestade na travessia de um lago, chega na terra dos Gadarenos. Mal pisou em terra e vem ao seu encontro um que não se menciona o nome, talvez até por ter perdido a identidade como indivíduo, pois era possesso de uma legião de demônios. Alma e corpo desfigurados, nu, agressivo, morador de cemitério, isolado de tudo e de todos. Tinha cheiro de morte…
Mas a vida chegou pra ele! Jesus o liberta! Expulsa o mal de sua vida. Restaura e o inclui novamente na sociedade – “Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito”. –
Porém Jesus sem muita explicação, mexe na “porcaria” de alguns, trazendo certo prejuízo. Indignados expulsam Jesus de seu meio.
Não é engraçado? Veja a falta de “juízo” que podemos ter diante de Deus, por causa de nossas “porcarias”. Podemos chegar ao ponto de rejeitar a presença de Jesus. Ironicamente, os Gadarenos que presenciam Jesus expulsando uma legião de demônios, expulsam Jesus de seu meio! Passa a impressão de que aquela legião das trevas era melhor companhia do que Jesus. Vemos que entre um possesso e muitos sãos, o primeiro teve as melhores condições para receber o evangelho, pois para os doentes Ele veio! Excluir Jesus significa uma loucura maior e mais trágica do que estar possesso.
Essa é a Graça de Deus: Um gadareno vitimado e destruído pelas trevas é feito cidadão do Reino! Sim o gadareno que não sabemos o nome é nosso irmão no evangelho. E infelizmente muitos sãos continuam rejeitando Jesus em nome de suas porcarias, sendo por elas possuídos.


![[Seja um mantenedor]](http://blogdocaminho.googlepages.com/banner_cadvvtv.jpg)