Quando a fonte de Água Viva se converte em poço de Jacó
Postado em 30 de Abril de 2010 por bedhungJoão 4
Uma mulher com sede de amor ouviu dos lábios livres de Jesus que a sede que a fazia buscar dessedentar-se em amores sucessivos, indo de peito de homem em peito de homem, casando-se e descasando-se, nada mais era que sede de Deus.
Jesus disse também a ela que Ele tinha a água espiritual que mitigaria sua sede para sempre.
A mulher creu. E em perplexidade correu à cidade de Siquem da Samaria e contou “aos homens”—os quais ela bem conhecia—, tudo o que Jesus dissera sobre ela. E lhes perguntou: “Seria esse o salvador do mundo?”
Os homens da cidade foram ouvir a Jesus. E já chegaram ‘como quem crê’; pois, a perplexidade da mulher lhes fizera crer que algo genuíno e diferente havia sido percebido por ela num homem; e não era de natureza sexual a satisfação que eles na mulher discerniam.
Depois de ouvirem Jesus lhes falar pessoalmente, disseram à mulher: “Já agora não é pelo que disseste que cremos, mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.
Ora, esse milagre da percepção aconteceu porque eles convidaram a Jesus para estar com eles.
Jesus ficou dois dias entre eles.
Para eles foram dois dias ouvindo a Palavra da Palavra.
Palavra encarnada.
Palavra humanizadamente divina e divinamente humana.
Palavra limpa, feita também de gestos.
Palavra pura, sem disfarce.
Palavra doce e cortante.
Palavra des-nudadora e penetrante.
Palavra das Boas Novas da Água da Vida!
Dois dias…
Dois dias sendo iluminados pela Palavra que sai da boca de Deus em Cristo.
Dois dias… e tudo mudou em suas existências.
Dois dias… e eles dizem “já agora não é pelo que disseste a nós, mas porque nós mesmos ouvimos e sabemos…”
Dois dias… e eles discernem por revelação que Aquele era o salvador do mundo.
Dois dias… e eles dizem “já não é mais pelo que disseste, mas por que nós ouvimos e sabemos…”.
E isto simplesmente mostra que eles haviam passado do estado de pessoas impressionadas para o de pessoas conscientes na fé.
Dois dias… e eles já podiam andar com as próprias pernas.
Dois dias… e eles já podiam seguir o caminho tendo ouvido e discernido “por si mesmos” que Jesus era Aquele.
Vejo isto e me assusto!
Assusto-me porque o que vejo a minha volta é muito diferente.
Isto porque conheço muito pouca gente que “já agora” crê não “por causa” da existência de um alguém especial na fé, mas porque eles mesmos têm “ouvido e sabido” que Jesus é Aquele.
Sendo, portanto, o Tudo que tais pessoas esperavam para si mesmas.
Assusto-me porque vejo que a maioria depende da fé de outros.
Precisam do “testemunho” de outrem para o resto de suas existências; do contrário, perdem a fé.
O que vejo são pessoas que não conhecem jamais a Deus para si mesmas e por si mesmas, mas dependem fundamentalmente da experiência de outros a fim de caminharem daqui para ali na existência, sendo que jamais chegam a conhecer a Deus nesta vida… embora sejam “crentes”.
O que vejo são pessoas eternamente dependentes de testemunhos, e que jamais são elas próprias o testemunho.
O que vejo são pessoas que só sabem de Deus por informação de terceiros, e que “crêem”, mas não conhecem para si mesmas aquilo no que confessam crer; pois, quem de fato conhece a Deus para si mesmo, e, por si mesmo, esse ouviu a Palavra diretamente da boca de Deus.
O que vejo é a ‘samaritana’ se tornar garota propaganda de Jesus, e, depois de uns poucos anos já estar pedrada em sem Água da Vida, apesar de ter dado o seu testemunho em muitos jantares, e com muito boa comida.
O que vejo são os ‘homens de Samaria’ ficando na cidade, não saindo para encontrar Jesus, e, ao invés disso, contratando a ‘samaritana’ para lhes dar testemunho; testemunho esse que se corromperá em muito pouco tempo.
O que vejo é a ‘samaritana’ logo voltando a ter sede, só que agora ela não tem mais nem mesmo a liberdade para ser ela própria, posto que já não dorme com os ‘homens da cidade’, mas é contratada deles; e por essa razão tem que ter sede em silencio. A ‘samaritana” prostitui-se no espírito e vendeu a alma, embora cubra o corpo de falso pudor.
O que vejo é a ‘samaritana’ procurando a Jesus apenas para ter o que reproduzir aos ‘homens da cidade’ no sermão do domingo seguinte.
Sim, o que vejo é a Fonte de Água viva ser trocada pelas artificialidades do poço de Jacó; e vejo a ‘samaritana’ vendendo acesso ao lugar da “experiência com Jesus”.
Vejo o poço de Jacó virar “igreja”, templo da saudade, memorial ao que se soube, e já não se sabe mais; e, por fim, vejo-o tornar-se apenas um grande negócio de ludíbrio e engano, no qual Jesus nem água quer beber, posto que tal água não é fria nem quente; por isso acerca da água de tal “poço” Ele diz: “Porque não és nem frio nem quente, mas morno; estou a ponto de vomitar-te da minha boca”.
Pense nisso!
Caio
Copacabana
2003
1º ano do site.
Melquizedeque: não evangelize problemas…
Postado em 21 de Abril de 2010 por bedhungQuase tudo o que discutimos acerca da Verdade de Deus tem a ver com os temas das angustias dos judeus em relação aos discípulos de Jesus e dos discípulos em relação ao judaísmo; fosse porque alguns, sendo judeus, julgassem de tempo em tempo que a ruptura criada pelo Evangelho era radical demais; fosse porque grupos de judeus os perseguissem tentando dissuadi-los de continuarem no Caminho; fosse porque os temas dos judeus não tivessem saído de todo nem do mais liberto de todos os apóstolos, provavelmente Paulo.
Assim, por exemplo, a Epístola aos Hebreus, que para mim é uma peça de verdade/beleza extraordinária sob todos os aspectos, que nos propõe a Superioridade de Jesus sobre toda e qualquer Sombra/Religião ou meio humano de buscar Deus, que não seja por meio da fé em Jesus — viaja sobre o chão das questões dos Hebreus/Judeus […]; e tão somente nos introduz ao tema de Melquizedeque, Rei de Justiça e Paz, em razão de que a questão judaica era: Como Jesus, não sendo da Tribo de Levi, pode ser Sumo-Sacerdote, com poderes divinos/legais de mudar as Leis, fazendo de Si Mesmo a Realização de tudo o que para os nossos antepassados era toda a vida e cultura deles?…
Então o escritor de Hebreus viaja sobre o chão da história dos Hebreus/Judeus, a fim de mostrar pelas Escrituras [que eram o material final de autenticação de qualquer revelação para eles] que a ordem Levítica nunca foi nada além de uma ordem sacerdotal relativa, de ofertas relativas, de cerimônias relativas; posto que a tribo de Levi fosse de descentes de Abraão, sendo, porém, que o próprio Patriarca, nos seus dias, reconheceu um Sacerdote/Rei, Melquizedeque, como sendo alguém que conhecia o mesmo Deus que ele conhecia; mas o próprio Abraão reconheceu que esse Alguém representava algo maior do que aquilo que, por Abraão, estava sendo instaurado na Terra.
Ou seja: o escritor de Hebreus nos diz que havia uma Ordem Sacerdotal em Melquizedeque, que transcendia Abraão, e que o Cristo [Messias] seria, de acordo com Davi, nos Salmos, Alguém que pertenceria à Ordem de Melquizedeque — realidade essa que, para os leitores originais da Epístola [todos Hebreus/Judeus], vinha carregada de um poder fundado na própria Escritura; que, para eles, tinha sentido bíblico e cultural; posto que aquilo que em Hebreus demanda uma Epístola, Pedro resumiu na casa de Cornélio [que não tinha questões “judaico/cristãs”], simplesmente dizendo que “em qualquer nação, qualquer um que tema a Deus e faça o que lhe seja agradável, esse é aceito; pois para com Deus não há acepção de pessoas”.
Eu só falo na Ordem de Melquizedeque para quem chega com questões judaico/cristãs… Ou seja: para os cristãos… Sim, pois fora os cristãos, excluindo hoje em dia boa parte dos judeus, ninguém na terra precisa saber de Melquizedeque, se Melquizedeque era apenas uma resposta do Evangelho a um “problema” oriundo das crenças judaicas…
Ou seja: Melquizedeque continua a ser a resposta do Evangelho contra o Cristianismo como arianismo salvacionista [como foi contra o judaísmo étnico, cultural e legal]; por cuja noção se passou a ensinar que quem não seja cristão está perdido […]; ou já tenha nascido sem acesso ao Cristianismo porque Deus mesmo os fez nascer nas culturas e geografias inacessíveis.
Entretanto, se o nível da estupidez não for esse, creia, não falo da Ordem de Melquizedeque, mas apenas digo o que Pedro disse na casa de Cornélio, a saber: Que em qualquer povo, tribo, língua e nação, onde quer que haja corações que amem a paz, o amor, a justiça, a verdade e vivam com esperança e bondade, aí Deus está presente, mesmo que não se Lhe saiba o Nome; posto que para com Deus o que importa é a verdade do e no coração, e não a afirmação histórico/cultural do nome de Deus, posto que Deus não tenha que se explicar ao mundo em termos judaicos.
Jesus [e Sua Boa Nova] é o único Nome a ser falado pelos discípulos, e isso quando a vida já criou o significado do Evangelho para aqueles que porventura passem a ser os nossos ouvintes…
No mais, quanto mais limpo de “problemas” de natureza “judaico/cristã” ficar o Evangelho em nossa boca, melhor será para quem não tem tais problemas.
O “problema” do Cristianismo sempre foi, entre outras coisas, impor “problemas” onde tais “problemas” não existem como “questão”…
No dia que entendermos mesmo que Deus é amor, nesse dia o Evangelho fluirá de nós como Rio de Água Viva, sem nenhum tipo de judaísmo ou cristianismo a lhe poluírem os derramar das águas…
Deus não é amor segundo a Ordem de Melquizedeque, mas sim a Ordem de Melquizedeque é uma Ordem de Sacerdócio de amor universal apenas porque Deus é amor…
Sim, existe na Escritura judaico/cristã a alusão a tal Ordem […] apenas para que a partir dela [da Escritura], e por causa deles [dos judeus e cristãos], se possa dizer ao mundo todo que Jesus é o Senhor de todos; e que fez e faz cobertura de pecados por todos; ou melhor: que o mundo todo está reconciliado com Deus por meio de Jesus; ou ainda: que Jesus garante que a morte ficou menor do que Sua Graça em favor de todos os homens…
É simples assim!…
Nele, que É,
Caio
Novembro de 2009
Por que você não ressuscita mortos nesta Páscoa?
Postado em 2 de Abril de 2010 por bedhungA sexta-feira dos judeus começa na quinta-feira às seis da tarde e termina no sábado à mesma hora ao entardecer.
Portanto, na última sexta-feira de vida físico/terrena de Jesus Ele foi traído…
Traído, negado e deixado pelos Seus amigos!…
Assim, do ponto de vista psicológico/relacional da Páscoa de Jesus, tem-se a sexta-feira das traições, negações, abandonos e maus tratos; tem-se o sábado do silencio do Traído, o choro dos negantes e a morte por suicídio de um dos traidores emblemáticos, Judas; e no domingo tem-se o grito do Traído vencendo todas as traições com a força da Ressurreição, que perdoa a todos os cativos da morte; posto que a morte, ou o medo de morrer, sejam os fatores que, associados à inveja, frustração ou qualquer outro sentimento que decorra do medo da morte ou da necessidade de não perder a vida ou a oportunidade da existência — façam as pessoas, por caminhos diversos, traírem, negarem ou fugiram do amor antes confessado.
Assim, se a Páscoa nos fala da Libertação da morte e do medo de morrer, bem como nos anuncia a vitória da Ressurreição sobre as garras da morte, do mesmo modo nos fala de nós mesmos; sim, do nosso poder de negar e de trair; bem como do nosso poder de ressuscitar mortos pela via do perdão.
Quem nunca foi traído por algum amigo ou por vários deles?
Eu, no que me concerne, de um modo ou de outro, já fui traído muitas vezes, e pelos melhores amigos; amigos que ainda hoje me são os melhores amigos pelo poder da Ressurreição.
Sim, pois Perdão é Ressurreição!
No Evangelho Perdão é o poder que Ressuscita os que se suicidaram ante os nossos olhos, ou que nos traíram quando antes nos confessavam apenas amor.
Praticamente nunca tive amigos que leve ou pesadamente não me tenham traído!
Por vezes é algo involuntário, que não visa atingir a você, mas apenas salvar a própria pele…
Por vezes são traições deliberadas, mesmo que aquele que trai pense que somente faz aquilo porque você já não está mais no circulo da vida…
Os temas de tais traições são diversos, bem como sua gravidade ou intensidade destrutiva…
Sim, pois há as traições que negociam você, como fez Judas; e há as traições que negam você, como fez Pedro; e ainda há a traição dos que fogem de medo, racionalizando: “De que adianta a ele que eu agora lhe conforme amizade se ele mesmo já perdeu a chance da vida e da continuidade?”
Todos os meus amigos mais íntimos, de um modo ou de outro, até quando pensam não estar traindo, por vezes traem […] até quando se calam…
Mas e daí?
O Perdão é a Ressurreição dos que se fizeram mortos para você, mas que pela Graça em seu coração lhe foram devolvidos á sua própria vida, e à vida deles mesmos por você — exclusivamente pelo poder de fazer as marcas da morte serem vencidas pelo Perdão que Ressuscita o traidores, oferecendo-lhes o mundo novo que, em amizade, você lhes oferece; como Jesus fez com Seus amigos.
Quem vive esperando não ser traído pelos seus amigos não entendeu que isso nunca foi ou será possível!
Há um só Amigo que jamais traiu em pensamento, palavras, ações, comissões e omissões!
Os demais, mesmo os melhores, traem; e quem não sabe disso nunca aprendeu o que seja ter amigos e mantê-los apesar de tudo!
Já fui traído por amigos muitas vezes, até quando alguns deles nem imaginavam que estavam me traindo…
Mas e daí?
Afinal, você sabe que já traiu também…
Sim, não apenas quando vendeu alguém ou negou que fosse amigo e íntimo, mas quando fez silêncio, ou aceitou um veredicto perverso contra o outro, ou mesmo quando criticou sem dizer, quando cobiçou ainda que sem possuir, quando fez parte de algo […], por mais sutil que tenha sido, ou até involuntariamente, mas que atingiu a vida do outro.
Nesta Páscoa Ressuscite muitos amigos!
Sim, faça isto perdoando-os; assim como Jesus fez, devolvendo vida aos amigos que Dele haviam se ausentado pela fraqueza do caráter ou mesmo em razão do poder da vergonha […] por terem feito o que fizeram.
Sim, nesta Páscoa exerça o Poder da Ressurreição praticando a Graça do Perdão; e, desse modo, devolvendo vida a muita gente que, em relação a você, se sente morta para sempre!
Tire esta Páscoa dos ambientes da Ressurreição apenas doutrinária ou tão somente da fé no Ressuscitado/Histórico!
Esta Páscoa pode levantar mortos ante os seus olhos; sim, não como algo distante de você, porém como aquilo que acontece ao seu lado, bem perto de você.
Ora, isto somente será real e verdadeiro se você reproduzir perdão com a fertilidade dos coelhinhos…
Quem me lê e me entende; e esse Ressuscita os mortos; posto que os traga de volta à vida pelo Perdão que ressuscita […] os que ante nossos sentidos se zumbificaram pela traição, negação, omissão ou comissão que nos fez mal.
Feliz Páscoa para você!
Que todos sejam perdoados!
Nele, que Ressuscitou para me perdoar eternamente, e para me dar o poder de ressuscitar os que se mataram ante os meus sentidos,
Caio
2 de abril de 2010
Lago Norte
Brasília
Equipe Caio Fábio
Meu Pai é o Agricultor!
Postado em 27 de Março de 2010 por bedhungEu estava tentando ficar quieto, dando sossego ao meu corpo e mente, e, sobretudo ao meu espírito […]; e fazia isto assentado num desses bancos de madeira […], comuns em praça velha, coberto por uma “capela” de bambuzinhos que se derramam sobre o banco cansado de guerra, mas que me dá o maior aconchego […].
Ora, dali […] olhando o resto do quintal/jardim/casa/destelhada… [nosso quintal: onde se tem tudo de uma casa, mas ao ar livre…], com os três laguinhos que aqui fiz para minha diversão e prazer [lazer de alguns lindos sábados]; e olhando mais um monte de outras coisinhas […], como uma casa/cacimba/amazônica, toda de madeira, com cara de velha […]; ou um batistério de arquitetura com o estilo dos Essênios, conforme se vê em Qunram, no Mar Morto […]; tudo feito por nós mesmos, usando material velho jogado fora aqui nas ruas do Lago Norte…
Amo ficar ao ar livre o dia todo, em nosso quintal/casa…
Além de tudo isso ainda há a impressão que causa a enorme quantidade de plantas e árvores [maiores e menores de tipo e naturezas bem distintas] — o que atrai uma passarada maravilhosa; de nobres “alma de gatos”, “bem-te-vis”, “sabiás laranjeiras” […] a uma grande quantidade de outros mais de 15 tipos […], sem falar nos periquitos, que nesta época abundam […].
Portanto, enquanto via tudo isto […] e ouvia o ruído meigo da maquina com a qual o Jove estava cortando a grama, com o subseqüente aroma que sobe de mato cortado à espera do rastelo […], dei-me conta de que as nossas videiras estão lindas, cheias, carregadinhas de pequenos cachos; e produzindo uma bela sombra sob suas galhadas e ramagens […] trepadas sobre a estrutura que as ampara…
Logo outra vez Aquela Voz…
“Eu sou a Videira Verdadeira e meu é o Agricultor; todo ramo que estando em mim não der fruto, Ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda”.
Então lembrei como de todas as árvores que já cuidei na vida, nenhuma dá e demanda mais cuidado e carinho que a videira…
Para se amar uma videira tem-se que ter um amor que ama sem pena; com amor mesmo; visando a vida; e nunca a aparência…
Sim, pois pelo menos duas vezes ao ano, por vezes até três…, você tem que amar a videira, no auge de sua folhagem, tendo a coragem de podá-la toda, tirando ramo a ramo, folha a folha, deixando apenas os ramos que frutificam; e cortando os que não dão fruto…, mas que ainda assim existem na videira…
Os que dão fruto ficam na videira…
Os que não dão fruto o Jove joga num circulo de pedras que temos justamente para fazer fogueira e queimar galhos velhos no inverno…
O Agricultor, porém, tem que amar com amor mesmo; e não com mágicas amorosas…
Se Ele ama a Videira Ele tem que limpa-la, cortar pedaços dela; ou seja: o Agricultor tem que nela exercer a poda… Sempre… Todos os anos… Mais de uma vez cada ano…
O Agricultor também limpa em volta da videira… Cava o solo… Afofa o chão… E aduba ao redor, mas não tão próximo ao pé da Videira, que é para não alterar a qualidade harmônica e orgânica da terra… Assim, o Agricultor não põe o reforço no pé da Videira, mas no chão da terra […] mais distante um pouco… Assim, o Agricultor põe o adubo de modo a que a Videira ponha suas raízes mais distantes […] e sugue seus melhores nutrientes sem traumas para o caule…
Dói amar a videira quando é o tempo da poda […]. Mas quem não a poda não a ama […].
Vendo o Agricultor amar a Videira aprende-se que o amor tudo sofre, tudo espera e tudo suporta; e que o amor jamais acaba…
O Agricultor não pode amar com romance a Videira, buscando apenas os Seus próprios interesses e prazeres carinhosos… Não!… Ele faz o que tem de ser feito para que a Videira dê mais fruto ainda…
A relação do Agricultor com a Videira/Jesus/Discípulos/Humanidade […] segue a lógica do amor que vejo no meu amor pelas minhas videirinhas; o que me põe no caminho do amor que corta, poda e limpa… — que é o Caminho do Deus Agricultor com o Cristo/Igreja/Humanidade…
Nunca nos esqueçamos que se na Parábola do Joio no Campo de Trigo, o campo é o mundo… — então, não se deveria pensar que o ambiente no qual a Videira esteja plantada seja outro além do chão do mundo; o que faz com que a Videira seja […] numa relação intima e consciente […] aquela que se confessa no vínculo Jesus/Discípulo/Humanidade; e na relação mais ampla, segundo a Ordem de Melquizedeque, a Videira é Cristo/Igreja/Humanidade…
Assim, tanto na perspectiva existencial quanto na coletiva, tem-se que Jesus/Cristo, como Videira, une Seu destino ao destino de Seus ramos; e se submete ao Pai no trato Dele para com todos os ramos, sejam eles os que conhecem a Jesus pelo nome, sejam aqueles que estão incluídos no Cristo/Videira, ainda que nunca tenham ouvido o nome Jesus com os ouvidos carnais…
Assim, vejo não somente a vida pessoal ou a existência comunitária que professa a fé com consciência de Jesus como sendo os únicos ramos da Videira, mas também toda a Humanidade/Ramo/Igreja, segundo a Ordem de Melquizedeque.
Desse modo, em meu olhar, cada acontecimento humano, seja individual ou coletivo ou até global, está carregado do amor do Agricultor que corta, limpa, poda e queima…
No Apocalipse se vê que o Cordeiro [a categoria redentora da descrição do Filho mais ampla existente nas Escrituras…] como sendo Aquele que vindima a Terra… Aliás, a linguagem do Apocalipse está carregada da idéia do trato do Agricultor em relação à Humanidade… Todas as etapas da relação do Agricultor com a Videira estão descritos no Apocalipse; a semeadura, a vindima, a poda, o lagar, o vinho… — porém, em associação à Humanidade…
Estamos nos aproximando de uma dessas Eras de Poda que o Agricultor exerce de tempo em tempo; e com mais aparência de gravidade tanto mais quanto do Fim nos aproximemos…
No tempo do Amor que Poda a única garantia para o ramo terá sido e é a sua permanência intrínseca e intima da Videira.
O Agricultor corta da Videira aquilo que é da Videira, embora tenha se tornado um pedaço dela que não se nutre Dela em essência…
O que se aprende também nessa imagem da Videira é que o amor do Agricultor é pela Videira antes de ser pelos ramos…
Ora, com isto também aprendemos que a única Humanidade que interessa ao Agricultor é aquela que se torna semelhante ao Filho do Homem!
A Meta de tudo é que a Humanidade seja a perfeita semelhança do Filho do Homem…
Assim, para o Pai, a Humanidade tem que ser como o Filho; do contrário, não é humana…
No Fim o Agricultor não soma e nem conta os ramos que se perderam, mas a Videira […] cheia e linda; feita de todos os homens que se mantiveram firmes na única Videira…
Desse modo se pode dizer que o Agricultor pratica no curso da História exatamente a mesma coisa que Ele pratica na Natureza como um todo: seleção natural…; pois, não é Ele quem arranca sem razão […], mas apenas corta aquilo que não se mantém no fluxo da seiva da vida…
Portanto, muitos são chamados, mas poucos os escolhidos; e, estranhamente, os escolhidos são os que permanecem na sua vocação, que é existir da seiva da Videira.
Na Videira e em nome do Agricultor,
Caio
27 de novembro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF
OUTRAS LEITURAS:
PERMANEÇAM EM MIM, E EU PERMANECEREI EM VOCÊS!
A IGREJA QUEBRA GALHO DA VIDEIRA
A VIDEIRA DE MINHA CASA E A DE MINHA VIDA
LIÇÕES ETERNAS DA VIDEIRA
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De como nos congratulamos sem cessar
Postado em 11 de Março de 2010 por bedhungPosted: 23 Dec 2009 03:12 AM PST
Minha mesquinheza não tem limites, mas não é sempre que recorro à custosa lucidez que poderia manter-me consciente deste detalhe. Terá sido há vinte anos, mas lembro claramente o dia em que diagnostiquei em mim mesmo o mecanismo de congratulação infinita, através do qual me parabenizo incessantemente pela qualidade equilibrada e excelsa da minha posição. Percebi que, quando estava na casa de alguém muito pobre, agradecia em oração silente a Deus o fato de não ser tão pobre quanto aquela pessoa, e de poder dessa forma ser poupado dos pecados e tentações da pobreza; paralelamente, quando estava na casa de um homem mais rico, congratulava-me pelo fato de não ser tão rico quanto ele, e de ser dessa forma poupado dos pecados muito evidentes da sua riqueza.
Quando uma coisa aconteceu logo após a outra fui capaz de enxergar por um instante o mecanismo por trás da cortina, e recuei em absoluto horror diante de mim mesmo. Mas não tenha pena de mim, porque essa espécie de lucidez só dura um momento. Na maior parte do tempo somos precisamente como o fariseu da parábola, que felicitava-se – e diante de Deus! – por não ser pecador como aquele cobrador de impostos. De fato, consideramo-nos as mais equilibradas, compensadas e admiráveis das criaturas, e damos constantes tapinhas nas nossas próprias costas a fim de festejar adequadamente esses méritos. Fazemos isso condenando sem cessar, do alto de nossa posição, as descompensações dos outros.
Não me lembro de ter visto esse mecanismo articulado de forma mais brilhante do que nesta tira do genial David Malki !, em que um desprezível protagonista, que somos nós, professa sua fé:
– Qualquer um mais inteligente que eu é um nerd; qualquer um mais burro que eu é um idiota. Qualquer um mais velho que eu é um decrépito; qualquer um mais novo que eu é um guri. Qualquer um menos promíscuo que eu é um puritano; qualquer um mais promíscuo que eu é um puto. E, enquanto nos julgamos no centro do equilíbrio, somos poupados dos riscos que ocasionaria avançar em qualquer direção.
Bendita seja nossa mediocridade, que nos salva a cada minuto da insensatez que seria avançar em direção à grandeza.
Paulo Brabo no www.baciadasalmas.com
JESUS É A CHAVE HERMENÊUTICA PARA A COMPREENSÃO DAS ESCRITURAS
Postado em 18 de Fevereiro de 2010 por bedhungJESUS É A CHAVE HERMENÊUTICA PARA A COMPREENSÃO DAS ESCRITURAS
Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos nossos pais, pelos profetas,
nestes ULTIMOS DIAS, nos falou pelo FILHO, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas,
pelo qual também fez o universo.
Aos Hebreus 1.1-2
“O Verbo se fez carne…”, sendo assim, a Encarnação torna-se nossa única e possível chave hermenêutica para entender a Palavra, a mim mesmo, o próximo e a realidade atual. E é o Espírito quem revela Jesus como a Palavra e a Palavra em Jesus.
Na leitura da Bíblia, a grande tentação é fazer a Escritura se passar por Palavra. As Escrituras se iluminam como a Palavra somente quando aquele que a busca tem como motivação o encontro com a Palavra de Deus. Ou quando o Deus da Palavra fala antes ao coração!
E para se vencer tão grande tentação, proponho a seguir algumas orientações práticas:
1. Deve-se ler existencialmente a Bíblia como tendo seu espírito realizado em Cristo. Ele veio para cumprir tudo. Cumpriu? Sim! Está consumado! Mas cumpriu de uma maneira legal-aos-sentidos? Não! Prova disso que o cumprimento da Palavra em Jesus era justamente aquilo que os mestres da Lei em Seus dias chamavam de transgressão. Assim, há um espírito até na Lei. Jesus cumpriu esse espírito, não suas materializações!
2. Deve-se ler as “falas” de Jesus e não somente fazer (quando se faz) exegese do texto. Antes disso, deve-se perguntar: qual o significado desse ensino de Jesus para Jesus? E a resposta é uma só: veja como Ele lidou com a vida, com as pessoas, com os fatos! Conferindo uma coisa com a outra fica-se livre da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça, e o Jesus que ensinou coisas que só os intérpretes autorizados conseguem “captar”.
3. Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na questão, conforme o Evangelho. Eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho.
4. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse.
A Bíblia é o Livro.
A Escritura é o Texto.
A Palavra É!
“Escritura” sem Deus é apenas um texto religioso aberto à toda sorte de manipulações!
É somente na Graça que a leitura da Bíblia tem a Palavra para o coração humano. Sem a iluminação do Espírito a Bíblia é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.
Caio
DEZ PRINCÍPIOS PARA SER BEM-SUCEDIDO
Postado em 17 de Janeiro de 2010 por bedhung1 - Creia que sua vida cumpre um propósito divino na terra. Você é influenciado pelos genes que herdou de seus pais e é bastante “circunstancializado” pelo meio no qual vive. Entretanto, mais forte que as determinações genéticas e os condicionamentos do meio social, é o seu chamado para ser. Você foi criado como um sacerdote neste universo de Deus. Por isso, você existe e sabe que existe. Encha sua consciência com esse significado. Quando você assumir sua vocação para ser, as outras pessoas vão “encontrar” você.
02 - Creia que seu dia ganha força e energia espiritual quando você ora. Portanto, ore sempre. Mesmo nos seus afazeres. Sempre que uma notícia ou informação lhe chegar, entregue-a a Deus. Ofereça a Deus os potenciais e as possibilidades que cada fato, percepção ou impressão lhe trazem ao coração. Além disso, pare um pouco todos os dias, ainda que seja só um pouco, e ore. Dê graças por tudo e abrace o Senhor no seu coração. Quando orar, peça coisas específicas, mas não se esqueça de sempre terminar de modo submisso e geral, dizendo: “Seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos céu”. Afinal, você não sabe se o que quer é o melhor. Mas o Senhor sabe!
03 - Creia que a maior inteligência que Deus lhe deu não é a intelectual nem a emocional, mas sim a inteligência. “O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Usar a cabeça (inteligência intelectual) e saber se relacionar com o próximo e as circunstâncias (inteligência emocional) é fundamental. Mas não é essencial. O essencial habita os mistérios do espírito, no mundo do coração. Portanto, dê atenção aos seus sonhos noturnos e aos seus sentimentos perceptivos. Quando você tiver uma “impressão”, não a despreze de cara. Medite. Ore. Discirna. A resposta pode estar no passado. Mas, às vezes, trata-se de uma intuição profética. Pode ser um alerta sobre o futuro. Nesse caso, ore, corrija a rota e prossiga.
04 - Creia que quando alguém ama a Deus e ao próximo e respeita a vida, então tudo ganha sincronicidade e conectividade. Isso é apenas um outra forma de dizer que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”. O amor a Deus traz sentido para a sua vida. O amor de Deus transforma o cenário mais absurdo numa conspiração do bem.
05 - Creia que a leitura bíblica feita com os olhos do coração ilumina a alma e os caminhos da Terra. Ler a Bíblia é importante. Mas lê-la com os olhos da alma é essencial. Quem lê com o intelecto enxerga textos e os compreende. Quem lê com o coração discerne “caminhos sobremodo excelentes”. Faça da leitura bíblica não apenas um meio de fortalecimento espiritual. Leia-a como caminho de descoberta e de insights para a sua visão do mundo, de si mesmo e de Deus.
06 - Creia que uma atitude mental positiva tanto é resultado de uma espiritualidade sadia como também pavimenta o caminho de todo ser humano bem-sucedido. Eu costumo dizer que mesmo ateus-positivos se dão melhor na vida que ateus-negativos. O mesmo princípio se aplica a cristãos.
07 - Creia que generosidade e dadivosidade são forças espirituais poderosas que atraem para quem as pratica as melhores oportunidades e possibilidades da vida. Por isso é tão importante dar dízimos e ofertas. Escolha causas, projetos e pessoas nos quais você acredita e dê no mínimo dez por cento dos seus ganhos para essas iniciativas. De fato, fazendo assim, você está abrindo portas invisíveis para você mesmo. E lembre-se: faça isso com entusiasmo e alegria.
08 - Creia que o que diferencia o fazer do não-fazer é apenas uma decisão seguida de gesto simples. Assim sendo, nunca adie o início de qualquer coisa na qual você acredita se a oportunidade se apresentar e seu coração responder com paz e fé. O gesto necessário, tanto para se levantar de cama quanto para levantar a cama, é um só: colocar-se de pé. Daí Jesus ter dito: “Levanta-te, toma teu leito e anda”.
09 - Creia que a melhor composição de imagem exterior e de virtude interior para um cristão é aquela que combina a “simplicidade dos pombos” (imagem exterior) com a “prudência das serpentes” (virtude interior). Sendo assim, seja astuto por dentro e simples por fora. Sempre dá certo e protege a vida.
10 - Creia que a maior bênção de possuir uma consciência é poder usá-la para auto-examinar-se todos os dias. Quem se auto-examina resiste melhor às criticas, pois se utiliza delas para diminuir seus próprios equívocos, e se mostra imune a eles quando a consciência o convence de estar fazendo aquilo que é certo. Auto-exame é o que faz a diferença entre aqueles que vivem para preservar sua imagem e a reputação daqueles que vivem para o que é verdadeiro e real.
Caio
Escrito em 2003
O Mandamento de Deus é Saúde!
Postado em 29 de Dezembro de 2009 por DanielQuando Jesus insiste em que não se ande ansioso de nada, quando ordena que se confie no cuidado do Pai, e ainda quando diz para enchermo-nos de esperança a fim de vivermos todos os dias — Ele certamente sabia o que dizia; e isto não por razões “devocionais”, mas sim de saúde e vida.Aliás, Jesus não tem mandamentos “Devocionais”.
Todos apenas têm a ver com saúde e vida.Tudo o que Jesus manda fazer é para o bem do homem, não de Deus.
Nada há que o homem possa fazer que faça a mal ou bem a Deus. O homem pode fazer mal até aos anjos, mas o grande mal que ele faz, além de atingir as demais criaturas sob o alcance de seus “dominios de morte”, atinge apenas a ele mesmo.
Os mandamentos de Deus são vida; e são também os agentes de poder anti-suicida que a Graça implanta em nós como motor de vida.
Assim é com tudo o mais que seja pertinente a Jesus e ao Evangelho!Paulo, seguindo a mesma toada, nos diz no que pensar e nos manda manter a mente esperançosa sempre…
E mais: ninguém insiste mais no poder da gratidão para o bem do todo da vida, da purificação da consciência à consagração de alimentos; do serviço a Deus e ao patrão ruim; de tudo a tudo Paulo manda que se ande em gratidão.
Hoje se sabe que o pensamento do homem pode viciar seu cérebro na negatividade, e, assim, adoecer o comportamento humano e suas relações sociais, e tudo porque, agora, mesmo lutando contra, o homem se vê viciado em pensar mal, o negativamente, e, quando vê, já está no processo…
Humildade, alegria e fé esperançosa são os melhores animadores de mente, alma e cérebro!
A humildade nos impede de surtar…
A alegria nos condiciona a pensar em problemas como oportunidades…
A fé esperançosa não reconhece impossibilidade nem diante da morte…
De outro lado o mandamento ensina o realismo total…
Não nascem figos de espinheiros e nem uvas de abrolhos!…
Assim é o realismo de Jesus…
O equilíbrio entre senso de realidade e os mandamentos da esperança pacificada em fé, combinados, geram o ser sadio e harmonizado em tudo; isto na relatividade do tempo presente…Portanto, saiba: negatividade, mau humor, medo, desconfiança e ingratidão são para o cérebro drogas mais destruidoras do que heroína e cocaína…
As drogas químicas acabam com o corpo e atacam o sistema nervoso, mas têm menos poder de atingir o espírito do que a negatividade, o mau humor, o medo, a desconfiança e a ingratidão…Overdose de negatividade mata a alma de qualquer homem; é apenas uma questão de tempo.
Hoje se sabe como as decisões de natureza psicológica afetam o corpo todo. Uma pessoa apaixonada recebe as mesmas cargas de estimulo químico-cerebral que uma pessoa que sofra de Transtorno Obsessivo Compulsivo. A paixão muda o cérebro enquanto dure a paixão, assim como o TOC altera o cérebro do homem — e nas mesmas áreas…
Veja: uma paixão muda o cérebro… Por isto, muitas vezes, a pessoa apaixonada não ama aquele por quem se apaixonou, mas apenas está sob o efeito da droga que o cérebro liberou em razão da magia psíquica que se instalou na alma do amante.Um ano depois, quando o efeito da droga vai diminuindo no cérebro, a paixão começa a se esvair…
Ora, assim como a paixão, creia, a negatividade, a ansiedade, o pânico, o pessimismo, a descrença, e os pensamentos auto-destrutivos ou tomados de paranóia, sim, todos eles, separadamente ou somados, têm poder maior do que o da cocaína ou da paixão, que são drogas poderosas…
Assim, não adianta orar pedindo bênçãos de Deus se a sua mente é uma oficina de demônios de negatividade…
Conserte a sua mente, os seus pensamentos…; e seu novo pensar e seu novo sentir e atuar na vida tornar-se-ão as orações mais efetivas e saudáveis para você mesmo…
Os homens a quem Jesus comparou a meninos, eram seres que não se satisfaziam com nada: nem com a alegria e nem com a tristeza…
Jesus disse que gente como eles haviam se tornado… nem Deus poderia ajudar!…
Você já pensou em como suas dores podem apenas ser vícios mentais antigos e que hoje se apresentam mediante as desordens que em você aparecem sem que você saiba a razão.
Pense nisso e tome suas decisões enquanto é Dia…
Nele,
Caio
Natal - Ivo Fernandes
Postado em 24 de Dezembro de 2009 por bedhungSempre gostei do Natal.
Sempre me encantei com o espírito que nos cerca nesta data.
E para mim isso é maravilhoso visto que em minha casa não havia celebrações de Natal conforme acontecia no meu espírito.
Era apenas mais uma festa, um feriado, onde no máximo se diziam palavras de bem ao outro.
Nunca sentei numa mesa para compartilhar algo sobre a Encarnação nem na minha infância e nem na igreja.
Na igreja o que eu ouvia eram sermões explicando a origem pagã do Natal e o significado diabólico de cada símbolo natalino.
Mas sem saber o porquê nunca liguei para essas coisas.
Para mim o Natal sempre foi mágico, não por causa do papai Noel, mas por causa da manjedoura, da estrela, do Menino.
Desta forma sempre celebrei o Natal e na minha casa celebramos, e ao contrário do que fizeram comigo, falo com minhas filhas da razão do Natal e de seu real significado.
O Natal não me lembra o diabo como lembravam meus pastores.
Ora o Natal será de acordo com o que vai em nosso coração. Paulo nos ensina que todas as coisas são puras para os puros; porém para os de mente impura, tudo fica impuro.
E que ninguém pense que não sei que não foi nesta data que Cristo nasceu.
Ora mas o que isso tem haver? Não me importo com datas, me importo com significados. E o Natal para mim tem um grande significado.
É uma data que compartilho com muitos que Deus estava em Cristo reconciliando-se com o mundo não lhes imputando pecado e os convido a se reconciliarem com Deus.
Na mesa natalina aproveito o momento das trocas de presente para falar da solidariedade, do compartilhar com o outro, do ato de dar sem pensar em receber e do grande presente de Deus para nós que foi Jesus Cristo nosso Senhor.
Quando as crianças falam do papai Noel, não as censuro.
Aproveito e falo do bom Pai do céu. Esta é a mensagem.
Como será o seu Natal é uma decisão sua.
Para mim é salvação, é doação.
É Deus se fazendo homem, o rico se fazendo pobre, o senhor se fazendo servo.
Natal é dádiva de amor. O Natal é para todos. O Natal é Jesus.
O Natal é boas novas de grande alegria para o todo o povo.
Desejo a todos que nesta data e depois dela guardem no coração este espírito.
Um Feliz Natal!
Ivo Fernandes Ivo Fernandes
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Quando a Igreja não é “igreja”…
Postado em 19 de Dezembro de 2009 por bedhungIgreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver…, que crê sempre no amor de Deus…; e, sobretudo, é algo para gente que confia…, que entrega…, que não deseja controlar nada…; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe…
Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo…
Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim…
Se o pastor é assim…, tudo ficará assim…
Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno…
Em igreja há problemas… É claro… Afinal, tem gente…
Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.
Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado…, adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público…, ladrões são ajudados a não mais roubarem…, corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu…, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas…; ou seja: com silencio que passa…, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço…
Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje… E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado… Ele é livre para discordar e sair… Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo…
Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.
Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.
Igreja é um problema?…
Sinceramente não acho…
Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro…
Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência…
Não é teoria…
Pode ser assim em todo lugar…
Mas depende de quem seja o pastor…
E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito…
Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado…, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.
Pense nisso!…
Nele,
Caio


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