“NÃO VIM TRAZER PAZ, VIM TRAZER ESPADA”
Postado em 28 de Janeiro de 2010 por bedhungAmigos, no domingo que antecedeu nossa última cruzada, que ocorreu na segunda dia 18, acordei com uma vontade de serpente… Queria cruzar as linhas inimigas e dizer a eles claramente que a guerra contra a estigmatização infantil estava aberta e declarada e que não adiantava mais eles se fingirem de surdos. Dizer a eles que até agora eles só tinham enfrentado gente que desconhece suas táticas, mas que agora iam ter diante deles o obstáculo de gente que crê em Deus e em Sua Palavra! No meu coração, onde carrego pela Graça de Deus, a simplicidade das pombas, havia ainda a esperança de uma conversa diplomática que abrisse, ao menos, um canal de discussão; considerando que eles NUNCA foram confrontados “espiritualmente” em sua insanidade, afinal de contas, Paulo também tinha orientado Tito a “fazer calar os insubordinados, faladores frívolos e enganadores: eles devem ser repreendidos severamente, para que sejam sadios na fé “.
Assim, despertei o Leonardo e o Adailton dizendo: “Vamos, hoje vamos ao culto na Liberty Gospel, de Helen Ukpabio!”
Pedimos ao motorista que nos levasse à franquia mais próxima dessa grande denominação. Ele olhou com estranheza para nós, e eu disse a ele: É isso mesmo meu amigo, L-I-B-E-R-T-Y G-O-S-P-E-L! Ok?
O Emmanuel, nosso motorista naquela manhã, estava todo engravatado, bonitão… Ele já sabia que iriámos fazer inscursões pelas igrejas para continuar a convidar famílias para a cruzada de despedida no dia seguinte. Ele só não imaginava que iríamos convidar justamente aqueles que tem causado tanto estrago na sociedade cristã daquele país, através de contínuas pregações, livros de Batalha Espiritual, filmes como aquele que apresentamos no Dôssie (End of the Wicked) e muitos exorcismos infantis.
A opinião do Emmanuel eu já conhecia pelo que ouvia dos pastores o tempo todo: A Liberty Gospel é formada por gente que fica agressiva, contenciosa… Eles invadem conferências, impedem a ação das ONGs, abrem processos judiciais contra opositores. O povo deles se movimenta como um batalhão. O batalhão da prosperidade, do grito de guerra, do domínio de território mediante o declarar da autoridade do nome de Jesus, e todas essas coisas que já são velhas do lado de cá do Atlântico.
Assim que voltamos da visita, derramei meu coração junto ao meu povo em Santos. Às vezes, tenho que falar, colocar para fora, dizer como me sinto…Por telefone ou email. Faço isso escrevendo para o Caio, meu pai na Fé e pai dessa Missão; e outras vezes para o Bregantim, pastor do meu coração. Também me queixo com Rejane, mas pouco… só para receber um carinho… rsrs… Para esses tais, escrevo rápido, sem pensar em nada, falo com a alma mesmo… Dessa vez, escrevi para Santos, o grupo todo. Escrevi sobre nosso encontro com os profetas do infantícidio em nome de Deus. E foi conforme está abaixo. Transcrevo aqui para que não tenha que recontar a mesma história. Gostaria muito que vocês o lessem, pois manifesta muito do espírito dos dias finais dessa primeira viagem da Missão Pequeninos na Nigéria. E esclarece porque voltamos certos de que não deixaremos o campo de batalhas até que a bruxificação infantil tenha sido varrida de lá! (Aos que não creêm, meu lamento e minha gratidão por nos suportar em nossa insensatez).
Meu povo e gente querida do Litoral Paulista,
Não consigo escrever porque a conexão é ruim, quando tem… e o tempo é curto, quando tem!
Mas preciso lhes dizer sobre a manhã desse domingo: Hoje falamos com o diabo. Dentro do escritório dela, cercado por um monte de homens imensos, ouvimos as maiores heresias que um ouvido cristão podia ouvir.
E para completar, ainda fomos amaldiçoados em nome de Jesus, mandados de volta para nossa área e país porque aqui é território deles! Ela disse que queremos ficar ricos e fazer dinheiro na África, e que, respaldada na Bíblia, ela tinha autoridade de nos repreender e julgar! Ela já sabia da nossa existência e tinha mandado “espias” na primeira cruzada…
Nós a retrucamos, falando que Deus vai calar a boca assassina dela; falamos que nossa área é são os confins de toda a Terra, e que nossa autoridade em Nome de Jesus era sobre todo território onde existia vida humana, falamos que se ela não mudar e continuar pregando a violência contra criancinhas que JESUS, e não nós, vai dizer a ela no último dia: Não conheço você!
Ela tremia. Estávamos calmos. E em paz.
Só perdi a calma quando ela nos enxotou do escritório (Nós fomos levados para o escritório assim que chegamos, outra pessoa assumiu o púlpito e essa senhora, clone Ukpabiana, gritava: As crianças tem espírito de advinhação! Voltem para a Jerusalém de vocês!)… Assim que saimos da sala, diáconos e diaconisas nos assistiam com um sorriso de canto de lábio.
O Adailton, então, sacudiu a areia das sandálias, simbolicamente. Depois o Leonardo. E eu em seguida, tirando a poeira dos nossos pés e dizendo aos berros: Viemos em paz! Nossa paz agora volta sobre nós!
Os homens, feito estátuas nem se mexiam… Ela gritava!
Bati minhas sandálias-sapato contra eles com tanta força que subia areia na minha própria cara! Fiquei fora de mim… Eu quase esmaguei um sapato contra o outro! Andei de meias pela rua e se o Emmanuel não me contém acho que eu estava até agora lá, me livrando da impregnação daquele chão!
Chorei no carro. Chorei de raiva! Chorei de expor o Emmanuel também, que vai ficar na Nigéria enquanto nós vamos embora! Não gostei disso. Pedi “Sorry, Eman…! Sorry!”
“Bater as sandálias” é uma experiência horrível (Lucas 10). Significa que eles ouviram e rejeitaram… E para além disso, nenhum paz é possível e que, agora, viemos trazer ESPADA. Sim, igreja contra igreja, filhos contra pais, ovelhas contra pastores, autoridade contra autoridade, pois uns crerão e outros não.
Pena que agora a guerra tem cara, nome, placa. Quem está do nosso lado e do lado das crianças CONTRA o espírito que opera nos “filhos de Helena Ukpabio”, da Liberty Gospel Church.
Amigos, amanhã acontecerá nossa CRUZADA FINAL, de despedida, em campo aberto. E nosso único colete à prova de balas procede do Espírito que nos cobre. Não temos medo. Mas a polícia já avisou que vai estar amanhã lá para evitar confusões. Os pastores locais que nos apoiam foram convidados a sair da toca e comparecer.
Por favor, meus irmãos, orem por nós. Orem por mim, por todos. Orem pela Nigéria. Para que, não importando o que nos aconteça, a palavra de Deus NUNCA fique PRESA, mas vá e cumpra o que a DEUS apraz fazer!
Estrategicamente não era hora de ver o diabo nos olhos, pq agora podemos ser vigiados e ameaçados, e isso pode atrapalhar o andamento acelerado das coisas. Mas, por outro lado, eu não via a hora de vê-lo e de falar na cara dele, como fiz olhando nos olhos dela:
“Eu conheço você! E seu espírito não é de Deus! Nós, discípulos de Jesus, somos bravos como vcs são; e só vamos embora quando isso acabar! A gente é igual vocês e não vai desistir NUNCA! NUNCA!
Guardem esse nome, disse o Leonardo: WAY TO THE NATIONS! Nunca deixaremos esse país! Até que isso acabe!
Foi a primeira vez que alguém lhes resistiu na face, pois quando o fazem aqui é sempre escondido, em púlpitos distantes…
Também foi a primeira vez que alguém nos enfrentou frontalmente durante todos esses dias. E não tiveram medo de nós e da nossa autoridade em nome de Jesus.
Está acabando…
Mas nem começamos…
Domingo próximo verei o rosto de cada um na Estação em Santos, se o Senhor assim o permitir!
Marcelo


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