O filho de Abba
Postado em 14 de Junho de 2010 por tucoeggA coisa absolutamente imperdoável [de Jesus] não foi sua preocupação com doentes, aleijados, leprosos, possessos […] nem mesmo sua parceria com as pessoas pobres e humildes. O problema real foi que ele se envolveu com falhas morais, com pessoas obviamente irreligiosas e imorais; pessoas política e moralmente suspeitas, inúmeros tipos duvidosos, obscuros, abandonados e desesperançados, existindo como um mal que não pode ser erradicado na periferia da sociedade.
Esse foi o escândalo verdadeiro. Ele tinha mesmo que ir tão longe? […] Que tipo de amor perigoso e ingênuo é esse, que não conhece seus limites: as fronteiras entre os colegas conterrâneos e estrangeiros, membros e não-membros do partido, entre vizinhos e pessoas distantes, entre chamados honrados e desonrados, entre pessoas morais e imorais, boas e ruins? Como se a distinção não fosse absolutamente necessária aqui. Como se não devêssemos julgar nesses casos.
Como se pudéssemos sempre perdoar nessas circunstancias.
Hans Kung, On being a Christian, p. 32 - citado por Manning
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Lembre-se da passagem, em Mateus, em que Jesus diz “sejam perfeitos assim como é perfeito nosso pai que está nos céus”. Em Lucas, o mesmo versículo está traduzido por “sejam compassivos assim como nosso Pai que está nos céus é compassivo”. Os estudiosos da Bíblia dizem que estas duas palavras: perfeito e compassivo podem ser reduzidas à mesma realidade. Conclusão: seguir Jesus em seu ministério de compaixão define, com precisão, o significado de sermos perfeitos como é perfeito nosso Pai que está nos céus.
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Tenho tentado negar, ignorar ou reprimir os preconceitos racistas e homofóbicos, considerando-os inteiramente indignos de um ministro do evangelho. Além disso, achava que reconhecer sua existência poderia dar-lhes força. Ironicamente, a negação e a repressão são, na verdade, o que lhes dá força. O impostor começa a se encolher apenas quando é reconhecido, acolhido e aceito. A auto-aceitação, que flui do acolhimento da identidade essencial como filho de Deus, me habilita a enfrentar toda minha transgressão com uma honestidade inflexível, e completo abandono à misericórdia de Deus. Como disse minha amiga, a freira Barbara Fiand: “Integridade é reconhecer a transgressão e ser curado por meio dela”.
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Extraído do capítulo 4 de
O impostor que vive em mim
de Brennan Manning


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