UM DIA INTEIRO NOS ARES: RUMO AO CHÃO DAS BRUXARIAS

Postado em 3 de Junho de 2010 por bedhung

Hoje, dia 02 de Junho, estamos embarcando três membros do Caminho-Nações rumo à Nigéria, na África Ocidental.

O LEONARDO partirá de Londres para 10 dias de muita correria em solo africano. O Leo é o capitão da equipe. Carrega a função primordial de concluir a locação de uma casa grande para termos nossa própria base de trabalho lá. Ademais, participará de eventos envolvendo as iniciativas inglesas e nigerianas de tentar unir os “pastores do bem” contra a praga profética de estigmatização infantil.

O Jojo sobe à Guarulhos logo mais, no meu carro, dirigido pelo Valmir. Estão levando adesivos confeccionados pelo Caminho em Brusque (The Kingdom of God belong to the Children!) e o livreto que o Caminho Curitiba produziu (Jesus and the Children); no meio do caminho param na capital paulista para pegar os “Gospels” que a Abba Press tem ofertado. Em Guarulhos, encontrarão com o Thiago, novo membro da equipe, caminhante no Rio de Janeiro, que consigo trará roupas de surf e pranchas para os pequeninos, além dos DVDs com a Mensagem do Caio em inglês para os pais e mães do Sul da Nigéria, foco principal da epidemia de infanticídio.

O Chico, nossa Base, comprou as passagens e os valores estavam tão altos que foi difícil incluir qualquer outro voluntário na Missão-Maio (que vejam só, vai acontecer em Junho). Às vésperas da Copa, os vôos estão difíceis e muito caros. Gastamos mais de 12 mil reais só de bilhetes aéreos, fora os outros 3 aviões que serão tomados para chegar ao destino final, alimentação e hospedagem.

Amigos, o Leo conseguiu uma dispensa do trabalho em Londres, para pagar depois;

O Jojo deixou aqui no Guarujá o PROJETO ONDAS, que atende crianças carentes e deixou a escola de onde ele tira seus proventos;

O Thiago vai faltar na faculdade e teve que remanejar provas e avaliações das disciplinas.

Eu mesmo estou aqui escrevendo para vocês, enquanto pacientes me aguardam, pacientes, na recepção…

Vejam: Estamos todos com os pés na secularidade visível; entretanto, nossas cabeças estão nos ares, habitam as regiões celestes, alegres de servir à Igreja Invisível – na Pessoa Daquele que é Tudo em todos, contra Quem não podem os poderes da Terra, dos céus ou debaixo da Terra!

Viaje conosco, por favor, em oração e contribuição! Somos todos iguais, somos todos irmãos!

Na mesma Graça  e Comissão,

Marcelo Quintela

www.caminhonacoes.com

vídeo da Missão “Pequeninos na Nigéria”: http://www.caminhonacoes.com/detalheconteudo.asp?idconteudo=1

Para qq contribuição:

BANCO BRADESCO

CAMINHO DA GRAÇA

ESTAÇÃO SANTOS

CNPJ: 08.389.524/0001-28

Agência: 2066-4

Conta: 23925-9

OBS: Agradecemos aqueles que ofertaram para os adesivos e que finalmente poderão ser usados. abraço, Daniel Bedhung

O impostor

Postado em 31 de Maio de 2010 por tucoegg

Não somos muito bons em reconhecer ilusões, muito menos as que nos são mais queridas — aquelas com as quais nascemos e que nutrem as raízes do pecado. Para a maior parte das pessoas no mundo, não há nenhuma realidade subjetiva maior do que o falso eu que possuem, e que não tem autorização para existir. Uma vida devotada ao culto dessa sombra é o que se chama de vida de pecado.

A triste ironia é que o impostor não consegue experimentar intimidade em nenhum relacionamento. Seu narcisismo exclui os outros. Incapaz de ter intimidade consigo, além do alcance de seus sentimentos, intuições e percepções, o impostor é insensível ao humor, às necessidades e aos sonhos dos outros.

Reconhecer com humildade que habito frequentemente num mundo irreal, que banalizei meu relacionamento com Deus e que sou levado por vãs ambições, tudo isso é o primeiro golpe para desmantelar minha imagem cintilante.

A auto-aceitação é a essência do problema moral e o epítome da perspectiva integral para a vida. Dar comida aos pobres, perdoar um insulto, amar meu inimigo em nome de Cristo — todas são indubitavelmente grandes virtudes. O que faço para o menor de meus irmãos, o faço para Cristo. Mas e se eu descubrisse que o menor entre eles, o mais pobre dos mendigos, o mais despudorado dos infratores, o próprio inimigo em pessoa estão dentro de mim, e que eu mesmo preciso das minhas esmolas, e que eu mesmo sou o inimigo que precisa ser amado? E aí? Normalmente, nesse caso, revertemos a situação. Já não se trata de uma questão de amor ou de tolerância; dizemos ao irmão dentro de nós: “Racá” [Mateus 5:22], nos condenamos e nos enfurecemos contra nós mesmos.

Escondemos isso do mundo; nos recusamos mesmo a admitir que encontramos esse ínfimo entre os inferiores dentro de nós mesmos.

C. J. Jung, Modera man in search of asoul, p. 235.

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Extraído do capítulo 2 de
O impostor que vive em mim
de Brennan Manning

Entendi…

Postado em 19 de Maio de 2010 por bedhung

Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens…
Que para voar, não é preciso ter asas…
Que para sonhar, não é preciso dormir…
Que para querer, não há limites…

Entendi que para cantar, não precisa ser afinado…
Que para saber, nem sempre precisa perguntar…
Que para ter fé, não é preciso explicar…
Que para chorar, não é preciso doer…

Entendi que para dizer, não basta falar…
Que para sentir, basta um coração…
Que para beijar, pode ser com os olhos…
Que sorrir, pode começar de uma lágrima…

Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar…
Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos…
Que para agir, pensar pode travar…
Que para viver, não é preciso ter tempo…

Entendi que estar não é o mesmo que ser…
Que para conquistar, às vezes só depende da espera…
Que derrubar, pode ser construindo…
Que para chegar, correr pode atrapalhar…

Entendi que não preciso entender tudo…
Que para ser feliz, não preciso de bons motivos…
Que para fazer calar, não é preciso ter razão…
Que ter medo, pode ser com muita coragem…

Entendi que paradoxo tem outro lado ou não…
Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça…
Que para ganhar, pode ser perdendo…
Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo…

Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também…
Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro…
Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu…
Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho…

Entendi que a distância é um conceito nada matemático…
Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas…
Que para ficar perto, só é preciso imaginar…
Que para amar, não precisa de mais nada…

Pablo Massolar

Nota importante: Jesus ensinou a dar de graça o que recebemos de graça. Se esta mensagem, de alguma forma, lhe fez bem, então provavelmente ela poderá fazer bem para outras pessoas que você conheça. Gostaria de sugerir, se não for constrangimento para você, que compartilhasse e encaminhasse este e-mail para o seu círculo de amigos e conhecidos. Fazendo isto você potencializa, em muito, o alcance da Palavra que já fez tanto bem aos nossos corações.

Leia outros artigos em www.ovelhamagra.com

VOCÊ JÁ ME TOCOU ALGUM DIA EM SUA VIDA?…

Postado em 12 de Maio de 2010 por bedhung

VOCÊ JÁ ME TOCOU ALGUM DIA EM SUA VIDA?…

O modo de Jesus dizer que no ambiente Dele, do Reino, do espírito, da fé e das relações com o mistério e o poder de Deus, o que conta é o que é; e que o que é não o é porque pareça ser…, ou porque seja factual e real aos sentidos humanos, mas sim porque seja verdadeiro na intenção, na motivação e na sinceridade que combina o caminho interior com a vereda exterior — sim, entre tantas formas de Ele assim e isso ensinar…, uma das mais importantes para mim, dado ao fato de que seja uma história e não um conceito defendido como tal, é o episodio da “mulher do fluxo”; o qual nos apresenta um monte de mãos pegando e apalpando Jesus, mas apenas uma pessoa tocando Nele de fato-divino-fato…; ao ponto de Pedro [ente externo a Jesus], dizer a Ele que a Sua pergunta “Quem me tocou?” ser absurda em razão de que centenas estavam tocando Nele simultaneamente…

Era real que muitos tocavam Nele…

Era fato o que Pedro afirmava…

Sim, ambas as coisas eram tanto reais quanto factuais, mas para Jesus não eram nada além de realidades e factualidades, pois, sem amor e fé nenhuma pegada em Deus se torna toque que conecta a pessoa a Deus!

Portanto, para Jesus o real não é aquilo que apenas se apresenta como realidade aos sentidos, assim como fato aferível aos sentidos é fato histórico, mas, para Ele, não necessariamente realiza fatos divinos, os quais são mais realidades da verdade do que realidades do real/histórico; coisas que se aferem pelos sentidos e pelas medições factuais…, diferentemente do que toca em Deus, que antes disso é feito pelo amor que se derrama em fé…

Quem não entende isso vive a pegar Jesus sem tocar Nele jamais!…

Apalpam Jesus…, mas não o tocam…

Sim, fazem isso de muitos modos…

São ritos, são batismos, são cultos, são estudos bíblicos, são seminários, são ministérios, são campanhas de oração, são encontros de poder, são expectativas pagãs de milagres, são estudos profundos sobre Deus, são missões e muitas missões; são as curiosidades que põem muitos em estado de histeria tocante…; e tudo mais… — sem, todavia, realizarem a verdade como realidade e a realidade como verdade; posto que sejam toques como os da multidão que apalpava para não perder a viagem…, mas que não fizera a viagem para buscar virtude, graça, poder, fé e amor.

Vejo os templos cheios… Tão cheios quanto eram os ajuntamentos com Jesus em Cafarnaum…

Vejo milhares na festa das apalpadelas divinas e supersticiosas […]; sem falta ao culto como toque físico de Jesus…; enquanto apenas uns poucos na multidão de fato suscitam em Jesus a pergunta que espera apresentação verdadeira: “Quem me tocou?”…

Chega de perder tempo…

Só vale a pena ser de Jesus se a cada toque nosso Nele corresponder em verdade a um toque Nele; e não no que sendo Dele, como um manto, um pão, um vinho, um batismo, um culto, uma mensagem… — nos dê a falsa idéia de que a coisa possa representar Aquele que não é coisa, pois é espírito; e, portanto, só pode ser tocado pelo espírito…; e em espírito e verdade…

Qualquer outra coisa pode ser tão real quanto a matéria e tão factual quanto a História ou a Ciência, mas, para Deus, sem amor e fé nada será!

Realidade e factualidade só existem com significado para Deus se forem erguidas no fundamento da verdade sincera e que beija o Significante [Deus] e não apenas toca o significado… [a coisa]…

Creia nisto!

Nele, que pergunta a você: Você já me tocou algum dia em sua vida?…

Caio

www.caiofabio.net

Caminho da Graça Blumenau

Postado em 6 de Maio de 2010 por tucoegg

Gente boa. Estamos nos reunindo semanalmente em um pequeno grupo em Blumenau. Quem quiser, aparece lá. Contatos no fim desse post.

Quer saber como é? Vou responder adaptando um pouco as palavras do mano Carlos Bregantim.

É apenas um encontro. Sim, simples assim.

Alguns aparecem só pra confirmar se é mesmo assim e se surpreendem, pois é mais simples do que imaginaram.

Começa por nos reunirmos em casa, qualquer casa, a maioria das vezes a minha. Mas pode ser qualquer outra. Basta sermos convidados e vamos. Somos um pequeno grupo e não precisamos de nada mais. E se o grupo crescer? Ora, basta a cada dia seu próprio mal. Por hora, cabemos nas casas, e lá ficaremos. E é bom lembrar que nosso maior objetivo é viver. Corremos atrás de vida, não de crescimento. E vida é hoje. E hoje é assim.

Nos encontramos sempre às quintas-feiras. A partir das 19h já estamos arrumando as coisas. E qualquer um pode chegar e participar da ‘arrumação’. Desde aí o Espírito está presente e a comunhão rega a casa com amor, enquanto conversamos e preparamos um suco, ou umas torradas, ou o que for.

Temos um violão, mas nem sempre usamos. Quem sabe tocar, se quiser, pode tocar. Pode cantar sozinho, tocar alguma música que fala do evangelho, seja ela cristã ou não (porque nem só os crentes falam de amor, paz, perdão, vida, alegria, amizade…). E podemos só ouvir; ou cantar juntos. Mas também podemos deixar o violão de lado e conversar.

Às 20h, começamos a tratar dos assuntos que estão propostos. Às vezes lendo a bíblia, às vezes citando livros e filmes, às vezes contando histórias, às vezes assistindo vídeos… sempre com o desejo de nos aprofundar no evangelho de Jesus de forma simples, espontânea, participativa, natural, numa tentativa de interpretar o Evangelho de um modo que faça sentido para este tempo.

A vida está acontecendo aqui e agora, aliás, a vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro ou enquanto ficamos lembrando o passado. Mas sabemos que o palco de atuação dos seguidores de Jesus de Nazaré é no chão da vida. A minha vida, a sua, a nossa vida. Onde estamos todo dia, o dia todo.

Queremos resistir à tentação de nos organizarmos. Queremos nos manter simples, leves e com o mínimo de estrutura. Não temos ministérios, departamentos, cargos ou funções especificas. O que acontece entre nós é o que acontece naturalmente.

É assim que queremos que aconteça todas as quintas.

Durante esse tempo, nos servimos do suco, torradas ou bolachas que preparamos antes. De vez em quando marcamos uma janta, ou uma festa, mas em qualquer dessas situações buscamos investir em um tempo de conversa e celebração dos relacionamentos que podem evoluir para AMIZADES ESPIRITUAIS, inegociáveis nestes tempos áridos, individualistas e umbilicais.

Nosso encorajamento a cada um dos que conosco tem se reunido é:
- uma vez entendendo o que a Graça significa.
- uma vez ganhando a plena consciência do Evangelho.
- uma vez compreendendo que o Evangelho se vive no CHÃO DA VIDA e não no chão do palco de uma comunidade.
- uma vez consciente que o Caminho da Graça pode acontecer em qualquer lugar, qualquer hora e com quantas pessoas estiverem presentes na mesma graça.
- uma vez convencidos que com o Eterno não se faz barganhas, portanto, não existe um “toma la da cá”
- uma vez certos que a nossa resposta ao amor do Eterno é de vivermos a vida, livres e responsavelmente…

Enfim, sabendo disto, encorajo todos a sair pra vida e vivê-la intensa e responsavelmente. Tentar ser em qualquer lugar aquilo que tentamos ser nos palcos religiosos. Tentar ser gente, no sentido de ser seres humanos melhores. Tentar ser homens e mulheres plenos e responsáveis com tudo e com todos à volta.

É isso.

[baseado em texto do supergenteboa Carlos Bregantim]

Caminho da Graça Blumenau
Infos e contato com Tuco Egg
47 8405-5131
tucoegg@gmail.com
www.pensecomigo.com

Deus precisa de dinheiro? 2

Postado em 2 de Maio de 2010 por bedhung

Quando a fonte de Água Viva se converte em poço de Jacó

Postado em 30 de Abril de 2010 por bedhung

João 4

Uma mulher com sede de amor ouviu dos lábios livres de Jesus que a sede que a fazia buscar dessedentar-se em amores sucessivos, indo de peito de homem em peito de homem, casando-se e descasando-se, nada mais era que sede de Deus.

Jesus disse também a ela que Ele tinha a água espiritual que mitigaria sua sede para sempre.

A mulher creu. E em perplexidade correu à cidade de Siquem da Samaria e contou “aos homens”—os quais ela bem conhecia—, tudo o que Jesus dissera sobre ela. E lhes perguntou: “Seria esse o salvador do mundo?”

Os homens da cidade foram ouvir a Jesus. E já chegaram ‘como quem crê’; pois, a perplexidade da mulher lhes fizera crer que algo genuíno e diferente havia sido percebido por ela num homem; e não era de natureza sexual a satisfação que eles na mulher discerniam.

Depois de ouvirem Jesus lhes falar pessoalmente, disseram à mulher: “Já agora não é pelo que disseste que cremos, mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.

Ora, esse milagre da percepção aconteceu porque eles convidaram a Jesus para estar com eles.

Jesus ficou dois dias entre eles.

Para eles foram dois dias ouvindo a Palavra da Palavra.

Palavra encarnada.

Palavra humanizadamente divina e divinamente humana.

Palavra limpa, feita também de gestos.

Palavra pura, sem disfarce.

Palavra doce e cortante.

Palavra des-nudadora e penetrante.

Palavra das Boas Novas da Água da Vida!

Dois dias…

Dois dias sendo iluminados pela Palavra que sai da boca de Deus em Cristo.

Dois dias… e tudo mudou em suas existências.

Dois dias… e eles dizem “já agora não é pelo que disseste a nós, mas porque nós mesmos ouvimos e sabemos…”

Dois dias… e eles discernem por revelação que Aquele era o salvador do mundo.

Dois dias… e eles dizem “já não é mais pelo que disseste, mas por que nós ouvimos e sabemos…”.

E isto simplesmente mostra que eles haviam passado do estado de pessoas impressionadas para o de pessoas conscientes na fé.

Dois dias… e eles já podiam andar com as próprias pernas.

Dois dias… e eles já podiam seguir o caminho tendo ouvido e discernido “por si mesmos” que Jesus era Aquele.

Vejo isto e me assusto!

Assusto-me porque o que vejo a minha volta é muito diferente.

Isto porque conheço muito pouca gente que “já agora” crê não “por causa” da existência de um alguém especial na fé, mas porque eles mesmos têm “ouvido e sabido” que Jesus é Aquele.

Sendo, portanto, o Tudo que tais pessoas esperavam para si mesmas.

Assusto-me porque vejo que a maioria depende da fé de outros.

Precisam do “testemunho” de outrem para o resto de suas existências; do contrário, perdem a fé.

O que vejo são pessoas que não conhecem jamais a Deus para si mesmas e por si mesmas, mas dependem fundamentalmente da experiência de outros a fim de caminharem daqui para ali na existência, sendo que jamais chegam a conhecer a Deus nesta vida… embora sejam “crentes”.

O que vejo são pessoas eternamente dependentes de testemunhos, e que jamais são elas próprias o testemunho.

O que vejo são pessoas que só sabem de Deus por informação de terceiros, e que “crêem”, mas não conhecem para si mesmas aquilo no que confessam crer; pois, quem de fato conhece a Deus para si mesmo, e, por si mesmo, esse ouviu a Palavra diretamente da boca de Deus.

O que vejo é a ‘samaritana’ se tornar garota propaganda de Jesus, e, depois de uns poucos anos já estar pedrada em sem Água da Vida, apesar de ter dado o seu testemunho em muitos jantares, e com muito boa comida.

O que vejo são os ‘homens de Samaria’ ficando na cidade, não saindo para encontrar Jesus, e, ao invés disso, contratando a ‘samaritana’ para lhes dar testemunho; testemunho esse que se corromperá em muito pouco tempo.

O que vejo é a ‘samaritana’ logo voltando a ter sede, só que agora ela não tem mais nem mesmo a liberdade para ser ela própria, posto que já não dorme com os ‘homens da cidade’, mas é contratada deles; e por essa razão tem que ter sede em silencio. A ‘samaritana” prostitui-se no espírito e vendeu a alma, embora cubra o corpo de falso pudor.

O que vejo é a ‘samaritana’ procurando a Jesus apenas para ter o que reproduzir aos ‘homens da cidade’ no sermão do domingo seguinte.

Sim, o que vejo é a Fonte de Água viva ser trocada pelas artificialidades do poço de Jacó; e vejo a ‘samaritana’ vendendo acesso ao lugar da “experiência com Jesus”.

Vejo o poço de Jacó virar “igreja”, templo da saudade, memorial ao que se soube, e já não se sabe mais; e, por fim, vejo-o tornar-se apenas um grande negócio de ludíbrio e engano, no qual Jesus nem água quer beber, posto que tal água não é fria nem quente; por isso acerca da água de tal “poço” Ele diz: “Porque não és nem frio nem quente, mas morno; estou a ponto de vomitar-te da minha boca”.

Pense nisso!

Caio

Copacabana

2003

1º ano do site.

www.caiofabio.net

Discípulos do Caminho

Postado em 23 de Abril de 2010 por Daniel

O canal é você! from caminho do discipulo_2 on Vimeo.

Melquizedeque: não evangelize problemas…

Postado em 21 de Abril de 2010 por bedhung

Quase tudo o que discutimos acerca da Verdade de Deus tem a ver com os temas das angustias dos judeus em relação aos discípulos de Jesus e dos discípulos em relação ao judaísmo; fosse porque alguns, sendo judeus, julgassem de tempo em tempo que a ruptura criada pelo Evangelho era radical demais; fosse porque grupos de judeus os perseguissem tentando dissuadi-los de continuarem no Caminho; fosse porque os temas dos judeus não tivessem saído de todo nem do mais liberto de todos os apóstolos, provavelmente Paulo.

Assim, por exemplo, a Epístola aos Hebreus, que para mim é uma peça de verdade/beleza extraordinária sob todos os aspectos, que nos propõe a Superioridade de Jesus sobre toda e qualquer Sombra/Religião ou meio humano de buscar Deus, que não seja por meio da fé em Jesus — viaja sobre o chão das questões dos Hebreus/Judeus […]; e tão somente nos introduz ao tema de Melquizedeque, Rei de Justiça e Paz, em razão de que a questão judaica era: Como Jesus, não sendo da Tribo de Levi, pode ser Sumo-Sacerdote, com poderes divinos/legais de mudar as Leis, fazendo de Si Mesmo a Realização de tudo o que para os nossos antepassados era toda a vida e cultura deles?…

Então o escritor de Hebreus viaja sobre o chão da história dos Hebreus/Judeus, a fim de mostrar pelas Escrituras [que eram o material final de autenticação de qualquer revelação para eles] que a ordem Levítica nunca foi nada além de uma ordem sacerdotal relativa, de ofertas relativas, de cerimônias relativas; posto que a tribo de Levi fosse de descentes de Abraão, sendo, porém, que o próprio Patriarca, nos seus dias, reconheceu um Sacerdote/Rei, Melquizedeque, como sendo alguém que conhecia o mesmo Deus que ele conhecia; mas o próprio Abraão reconheceu que esse Alguém representava algo maior do que aquilo que, por Abraão, estava sendo instaurado na Terra.

Ou seja: o escritor de Hebreus nos diz que havia uma Ordem Sacerdotal em Melquizedeque, que transcendia Abraão, e que o Cristo [Messias] seria, de acordo com Davi, nos Salmos, Alguém que pertenceria à Ordem de Melquizedeque — realidade essa que, para os leitores originais da Epístola [todos Hebreus/Judeus], vinha carregada de um poder fundado na própria Escritura; que, para eles, tinha sentido bíblico e cultural; posto que aquilo que em Hebreus demanda uma Epístola, Pedro resumiu na casa de Cornélio [que não tinha questões “judaico/cristãs”], simplesmente dizendo que “em qualquer nação, qualquer um que tema a Deus e faça o que lhe seja agradável, esse é aceito; pois para com Deus não há acepção de pessoas”.

Eu só falo na Ordem de Melquizedeque para quem chega com questões judaico/cristãs… Ou seja: para os cristãos… Sim, pois fora os cristãos, excluindo hoje em dia boa parte dos judeus, ninguém na terra precisa saber de Melquizedeque, se Melquizedeque era apenas uma resposta do Evangelho a um “problema” oriundo das crenças judaicas…

Ou seja: Melquizedeque continua a ser a resposta do Evangelho contra o Cristianismo como arianismo salvacionista [como foi contra o judaísmo étnico, cultural e legal]; por cuja noção se passou a ensinar que quem não seja cristão está perdido […]; ou já tenha nascido sem acesso ao Cristianismo porque Deus mesmo os fez nascer nas culturas e geografias inacessíveis.

Entretanto, se o nível da estupidez não for esse, creia, não falo da Ordem de Melquizedeque, mas apenas digo o que Pedro disse na casa de Cornélio, a saber: Que em qualquer povo, tribo, língua e nação, onde quer que haja corações que amem a paz, o amor, a justiça, a verdade e vivam com esperança e bondade, aí Deus está presente, mesmo que não se Lhe saiba o Nome; posto que para com Deus o que importa é a verdade do e no coração, e não a afirmação histórico/cultural do nome de Deus, posto que Deus não tenha que se explicar ao mundo em termos judaicos.

Jesus [e Sua Boa Nova] é o único Nome a ser falado pelos discípulos, e isso quando a vida já criou o significado do Evangelho para aqueles que porventura passem a ser os nossos ouvintes…

No mais, quanto mais limpo de “problemas” de natureza “judaico/cristã” ficar o Evangelho em nossa boca, melhor será para quem não tem tais problemas.

O “problema” do Cristianismo sempre foi, entre outras coisas, impor “problemas” onde tais “problemas” não existem como “questão”…

No dia que entendermos mesmo que Deus é amor, nesse dia o Evangelho fluirá de nós como Rio de Água Viva, sem nenhum tipo de judaísmo ou cristianismo a lhe poluírem os derramar das águas…

Deus não é amor segundo a Ordem de Melquizedeque, mas sim a Ordem de Melquizedeque é uma Ordem de Sacerdócio de amor universal apenas porque Deus é amor…

Sim, existe na Escritura judaico/cristã a alusão a tal Ordem […] apenas para que a partir dela [da Escritura], e por causa deles [dos judeus e cristãos], se possa dizer ao mundo todo que Jesus é o Senhor de todos; e que fez e faz cobertura de pecados por todos; ou melhor: que o mundo todo está reconciliado com Deus por meio de Jesus; ou ainda: que Jesus garante que a morte ficou menor do que Sua Graça em favor de todos os homens…

É simples assim!…

Nele, que É,

Caio
Novembro de 2009

Conscientes ou não

Postado em 10 de Abril de 2010 por tucoegg